O Caso Orpinelli: Crime que chocou Pirassununga nos anos 90 vira livro

Foto acima durante a prisão de Orpinli.
No final da década de 1990, um crime brutal chocou não apenas a cidade de Pirassununga, mas repercutiu em todo o estado de São Paulo e no Brasil. Em abril de 1998, a pequena Crislaine Cristina dos Santos Barbosa, de apenas 4 anos, desapareceu de sua casa na Vila Belmiro durante a noite, após ter sido deixada sozinha enquanto a mãe ia a um baile.
Na época, as investigações foram conduzidas pelo delegado Dr. Marcelo Moreschi de Oliveira. Embora suspeitas iniciais tenham recaído sobre outras pessoas, o caso foi solucionado graças ao trabalho da Polícia Civil de Rio Claro, com o mapeamento feito pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).
O autor do crime era o “engraxate” Laércio Patrocínio Orpinelli, então com 48 anos. Após ser preso, Orpinelli confessou ter levado a menina, desferido socos em sua cabeça e a estuprado em uma mata localizada atrás da Rodovia Anhanguera.

O escritor Reginaldo Carlota
De Testemunha a Escritor: A Trajetória de Reginaldo Carlota
Os anos se passaram e, em 2026, essa história ganha um novo capítulo. Reginaldo Carlota tinha apenas 10 anos na época dos crimes. Ele morava em Itu — uma das pelo menos 25 cidades que sofreram com a onda de assassinatos brutais cometidos pelo “Monstro de Rio Claro”, como Orpinelli ficou conhecido.
Crescer sob a sombra desses crimes violentos motivou Reginaldo a investigar a fundo a história, o que resultou na escrita de um livro detalhado sobre o caso.
Na sexta-feira, 29 de maio, Reginaldo Carlota participou do programa A Voz do Povo, transmitido pelas Webs Rádios Mundial FM Pirassununga e Piracema Plus, e retransmitido ao vivo pelo YouTube (Mundial FM Pirassununga), TikTok, e pelas páginas do Facebook e Instagram Repórter Naressi e da Mundial FM Pirassununga. Na entrevista, ele deu detalhes sobre a obra e sua pesquisa.
Leia a seguir o conteúdo enviado pelo próprio escritor:
SERIAL KILLER ADMITIU MAIS DE 100 VÍTIMAS INFANTIS: LIVRO REVELA A CAÇADA QUE SE TRANSFORMOU EM OBSESSÃO
Durante décadas, desaparecimentos e mortes de crianças espalharam medo por cidades do interior paulista. Os casos pareciam isolados, separados por quilômetros de distância e anos de diferença. Mas havia algo em comum entre eles. Algo que ninguém conseguia enxergar por completo.
Essa é a história contada em O Monstro de Rio Claro, livro-reportagem do jornalista e repórter policial Reginaldo Carlota sobre Laerte Patrocínio Orpinelli, o andarilho que entrou para a história criminal brasileira após admitir ter feito mais de 100 vítimas, todas crianças.
Preso em janeiro de 2000 pela equipe da delegada Sueli Isler Batelochi, da Polícia Civil de Rio Claro, Orpinelli colocou fim a uma das mais longas e perturbadoras trajetórias criminosas já registradas no interior de São Paulo. Sua captura revelou uma realidade que durante anos permaneceu fragmentada em dezenas de investigações espalhadas por diferentes cidades.

Mas esta não é apenas a história de um serial killer.
É também a história de uma obsessão.
Tudo começou em 1984, quando dois assassinatos brutais de meninas chocaram a cidade de Itu. Na época, Reginaldo Carlota tinha apenas 10 anos. O impacto daqueles crimes foi tão profundo que jamais saiu de sua memória.
Anos depois, já atuando como jornalista, decidiu investigar os casos. O que parecia uma busca por respostas para dois crimes antigos acabou se transformando em uma jornada que consumiria anos de sua vida.
Carlota mergulhou em arquivos esquecidos, analisou inquéritos, entrevistou familiares das vítimas, testemunhas e policiais. Conforme avançava, descobria ocorrências semelhantes em diversas cidades do interior paulista.
A investigação se tornou tão intensa que ele decidiu seguir literalmente os passos do criminoso.
Pegou carona nas mesmas rodovias percorridas por Orpinelli. Dormiu nos mesmos albergues frequentados pelo andarilho. Visitou os bares onde ele costumava passar, esteve nos locais dos crimes e percorreu cidades marcadas por tragédias que, durante muito tempo, pareciam não ter qualquer ligação entre si.
Quanto mais se aprofundava, mais assustadora se tornava a dimensão do caso.
Mesmo após a prisão de Orpinelli, a busca continuou. O objetivo já não era descobrir quem ele era. Era compreender como conseguiu agir durante tantos anos, atravessando cidades e deixando para trás uma trilha de dor que demorou décadas para ser entendida em toda sua extensão.
Esse mergulho profundo transformou Reginaldo Carlota em uma das principais referências sobre o caso, participando de produções televisivas e documentários sobre o criminoso.
“Já faz anos que Orpinelli morreu, mas não existe um único dia em que eu não pense nele. Acho que entrar na cabeça do assassino foi fácil. Difícil é conseguir sair.”
Misturando jornalismo investigativo, documentos históricos, entrevistas exclusivas e experiências vividas pelo próprio autor durante sua busca, O Monstro de Rio Claro revela detalhes impressionantes de um dos capítulos mais sombrios da história criminal brasileira.
Uma leitura que prende o leitor do início ao fim e deixa uma pergunta inquietante:
Qual foi o verdadeiro número de vítimas de Laerte Patrocínio Orpinelli?
O livro já está disponível no Mercado Livre.
Como adquirir o livro:
A obra já está disponível para venda e pode ser adquirida diretamente pelo Mercado Livre (Inserir o link aqui).
Abaixo um trailer (videoclipe) do escritor, que poderá virar um curta-metragem.


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