GCM de Pirassununga fiscaliza “bar Bodeguita”. Secretário de Segurança Municipal não divulga fotos das medições. Dois pesos e duas medidas

GCM de Pirassununga autua Bar Bodeguita por perturbação do sossego; falta de transparência gera questionamentos
No final da noite de 12 de dezembro, a Guarda Civil Municipal (GCM) de Pirassununga atendeu a duas ocorrências de perturbação do sossego. A primeira na Avenida Painguás, onde um bar foi multado, e a segunda na Rua Antônio Sérgio Martins, no Jardim Ferrari II. Em ambos os casos, as medições com decibelímetro resultaram em autuações e notificação ao Ministério Público.
Recentemente, uma nova denúncia levou a GCM ao estabelecimento “Bodeguita”, localizado no cruzamento das ruas José Bonifácio e 13 de Maio. Situado em área mista e a apenas 100 metros da Santa Casa, o local apresentou níveis de ruído acima do permitido. Às 01h44 da madrugada, a medição registrou uma média de 57,12 dB, superando o limite de 55 dB estabelecido para o período noturno.
O impasse e a falta de transparência De acordo com o relatório, o proprietário do bar — cujo nome não foi divulgado pela Secretaria de Segurança — questionou a legalidade da aferição e alegou perseguição, embora a GCM tenha esclarecido que o histórico de reincidência e as normas da ABNT justificavam a ação.
O que chama a atenção, no entanto, é o comportamento da Secretaria Municipal de Segurança Pública, sob o comando do Secretário Marcelo Baima. Diferente de outras operações amplamente divulgadas, a pasta optou por omitir o nome do responsável e, novamente, não disponibilizou as fotos das medições no decibelímetro, levantando críticas sobre uma possível política de “dois pesos e duas medidas” na fiscalização da cidade.
A rotina de fiscalização contra a perturbação do sossego em Pirassununga tem revelado um padrão preocupante: a seletividade na divulgação de informações. Se por um lado a GCM atua rigorosamente na ponta, baseada em normas técnicas da ABNT, por outro, a Secretaria de Segurança Pública parece filtrar o que chega ao conhecimento do cidadão.
No episódio mais recente, envolvendo o bar “Bodeguita” no centro da cidade, a guarnição constatou um ruído médio de 57,12 dB, resultando na autuação administrativa nº 149/2025 por reincidência. O estabelecimento, vizinho da Santa Casa e do Fórum, já possui histórico de reclamações.
Entretanto, o tom crítico recai sobre a gestão do Secretário Marcelo Baima. Por que o nome do responsável foi preservado, ao contrário de outros casos semelhantes na cidade? Por que as imagens do visor do decibelímetro — prova fundamental da irregularidade — não foram divulgadas à imprensa?
A reincidência do bar é clara, mas a falta de transparência da Secretaria alimenta dúvidas sobre a isonomia das operações. Fiscalizar é necessário, mas informar com clareza é um dever da administração pública.


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