Crise na Segurança de Pirassununga: GCMs relatam “mãos atadas” e desmonte no combate ao crime

Nos últimos seis meses, o cenário para a Guarda Civil Municipal (GCM) de Pirassununga/SP tem sido de desânimo. Agentes relatam estar virando alvo de deboche por parte de condutores de motocicletas que, de forma irresponsável, colocam em risco a integridade física de pedestres e motoristas.
A corporação, historicamente conhecida por sua atuação severa e eficiente, hoje se vê limitada. Mudanças implementadas pela Secretaria de Segurança Pública do município, sob a gestão do secretário Marcelo Baima, estariam forçando os homens da força de segurança a “afrouxar as rédeas”. Segundo o relato de um GCM que preferiu não se identificar, o secretário estaria seguindo diretrizes de um político da base governista.
Impunidade sobre duas rodas
Entre as inúmeras ocorrências de trânsito na cidade, um caso recente ilustra a atual situação: a GCM abordou um motociclista transitando com diversas irregularidades graves, incluindo ausência de rabeta, falta de placa e retrovisores, além de escapamento com descarga direta.
Embora a ordem de parada tenha sido acatada, a fiscalização esbarrou na falta de suporte logístico da Prefeitura:
- Irregularidades Documentais: O condutor não portava o CRLV e o sistema Sinesp/Infoseg confirmou que o licenciamento estava vencido.
- Impossibilidade de Apreensão: Apesar de terem sido lavradas seis autuações (multas), o veículo não pôde ser removido por falta de guincho e pátio.
- Incapacidade Administrativa: Desde meados do ano, a Secretaria de Segurança Pública não conseguiu renovar ou realizar uma nova licitação para o serviço de apreensão de veículos. “Uma total incapacidade”, desabafou um dos agentes.
Sem meios para a remoção, o condutor apenas substituiu o escapamento no local e montou a rabeta com a placa, sendo liberado em seguida.
Fora do combate
A crise não se limita ao trânsito. Há uma denúncia grave de que agentes experientes, que atuavam diretamente na linha de frente contra o tráfico de drogas, roubos e furtos, foram retirados das ruas. Para muitos cidadãos e membros da própria força, o remanejamento parece uma estratégia deliberada para reduzir o enfrentamento à criminalidade organizada.
Da Redação – Minutos antes desta edição enviamos uma solicitação ao secretário Baima, um retorno em nota da Secretaria.


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