Cidadão Pirassununguense indignado com podas drásticas de árvores realizada pela administração pública

O editor deste portal de notícias, recebeu nesta terça-feira, 8, um conteúdo de verdadeiro defensor da natureza, ou simplesmente uma pessoa que possamos apontar como um botânico.
Um botânico é um cientista especializado no estudo das plantas, fungos e algas. Eles investigam a estrutura, função, classificação, evolução e ecologia desses organismos. Botânicos podem trabalhar em diversas áreas, como taxonomia, ecologia, fisiologia e biologia vegetal.
Abaixo o desabafo, não servindo como crítica, porém como orientações, para quem ocupa cargo público e, sem noção do que faz. Exime-se neste caso, os valorosos funcionários públicos municipais, mas, sim dos cargos comissionados.
Fica agora, o colocado pelo eleitor, contribuinte e, principalmente, um cidadão preocupado com as podes radicais, a cargo, da fiscalização de posturas do município, também da Comissão do Meio Ambiente e do Ministério Público.
Do conteúdo
Boa tarde, Naressi, me chamo Allan, peguei seu contato com meu cunhado que trabalha no XXXX, porque gostaria de fazer uma pontuação quanto ao trabalho da prefeitura no que diz respeito ao cuidado com as árvores da nossa cidade.
Foi realizada poda de árvores na região dos bairros Jardim Margarida e Veneza, muito necessárias, porém sem nenhum procedimento técnico evidenciando total desconhecimento da pasta responsável quanto a importância de uma poda bem-feita, com a técnica que é necessária. Minha esposa e eu plantamos árvores pela cidade há pelo menos 8 anos e a forma como as árvores da nossa cidade são tratadas pelo poder público é desanimador.

A atual gestão parece seguir a cartilha de descaso e desrespeito com o patrimônio ambiental que é usada na maioria das cidades indo na contramão do que a ciência indica, além de plantar árvores, é necessário cuidado e manutenção adequados para termos árvores saudáveis que possam oferecer serviços ambientais como regulação do clima, alimento para fauna (e para nós também), diminuição da poluição, infiltração da água da chuva e a tão disputada sombra nesse clima cada vez mais quente.
Como pode ser visto nas fotos a poda que foi feita abriu uma ferida de difícil cicatrização servindo de entrada de fungos e bactérias que, muito possivelmente, deixarão a árvore doente correndo o risco de num futuro próximo a árvore vir a cair devido a ventos fortes ou tempestades, ocasionando problemas maiores para a população. Árvores que poderiam viver por mais de cem anos, mas que agora correm risco de perecer por conta de falta de conhecimento e cuidado no manejo.

Além disso, a cobertura natural do solo foi retirada por maquinário. Essa cobertura é essencial para manter a saúde do solo, criando condições de vida e nutrientes para as árvores e plantas do sub-bosque, além de auxiliar na infiltração de água no solo. Solo descoberto é sinônimo de erosão e perda de nutrientes.

Há também uma espécie de árvore invasora, originária da América central, chamada Leucena, ela é extremamente agressiva e quando podada é estimulada e produz milhares de sementes que germinam facilmente sufocando as árvores nativas e impedindo o desenvolvimento delas.

Deveria ter um programa de eliminação dessas árvores estrangeiras invasoras e substituição por árvores nativas da nossa mata atlântica e cerrado. Poderíamos ser exemplo regional em termos de qualidade na arborização, mas parece que por mais quatro anos vamos seguir cometendo os mesmos erros ambientais o discurso de “nova política” parece não sair do papel e foi utilizado apenas para angariar votos e ludibriar a população.
É um descaso também com a população, pois não vemos a prefeitura plantando muitas árvores, eles deveriam pelo menos cuidar das que a população planta, que assim como nós, disponibiliza de tempo para produzir e cuidar das mudas e recursos financeiros próprios na aquisição de mudas em viveiros. Não é uma crítica aos funcionários, mas à gestão…
Peço desculpas pelo longo desabafo, mas achamos necessário dar atenção para que esses erros não aconteçam mais, senão, corremos o risco de em alguns anos não termos mais árvores saudáveis na nossa cidade. Desde já agradeço a atenção.







