Geração Z e tech shame são desafios para as empresas

Foto: Freepik
Fenômeno expõe insegurança digital entre jovens no ambiente de trabalho
Segundo pesquisa global da HP, a Geração Z deve representar 27% da força de trabalho no mundo até o final deste ano. Embora esse grupo formado por pessoas nascidas entre 1997 e 2012 seja conhecido como “nativo digital”, seu relacionamento com a tecnologia no ambiente corporativo não é tão simples.
Crescidos em meio a telas, aplicativos e redes sociais, muitos jovens profissionais convivem com uma contradição: a de sentir vergonha ou insegurança diante de ferramentas consideradas básicas no trabalho. Esse fenômeno, chamado de tech shame, tem chamado a atenção de especialistas em gestão de pessoas por revelar um novo desafio geracional.
Outra pesquisa, também realizada pela HP, mostra que um em cada cinco jovens de 18 a 29 anos se sente julgado ao enfrentar dificuldades técnicas. Entre os profissionais acima de 40 anos, essa proporção cai para um em cada 25.
Além disso, 25% dos mais jovens afirmaram que evitariam participar de reuniões se achassem que suas ferramentas tecnológicas pudessem causar falhas e interrupções, comportamento registrado em apenas 6% dos trabalhadores do segundo grupo.
A chefe de Recursos Humanos da HP no Reino Unido e Irlanda, Debbie Irish, em entrevista à imprensa, explica que parte dessa insegurança vem do fato de que, especialmente durante ou após a pandemia de Covid-19, alguns jovens profissionais ingressaram no mercado de trabalho em ambientes totalmente virtuais pela primeira vez.
Segundo ela, mesmo estando mais acostumados com ambientes digitais, isso nem sempre se reflete no uso de ferramentas profissionais. Por isso, sua recomendação é que as empresas intensifiquem programas de treinamento técnico voltados aos mais jovens
Essa ideia também é defendida pelo sócio-diretor da Conexão Talento, Lucas Bianchini, que acrescenta que os treinamentos de equipes são ferramentas de inclusão das gerações dentro das empresas, sobretudo, quando deixam de ser apenas momentos de capacitação e passam a ser experiências de conexão humana e aprendizado mútuo.
Ele destaca que a Geração Z tem se mostrado proativa na busca por aprendizado e atualização. “Dados da Salesforce indicam que, embora 31% desse público acredite ter as habilidades digitais avançadas exigidas no trabalho, mais de um terço está se desenvolvendo ativamente para adquirir novas competências nos próximos anos, em contraste com 12% dos baby boomers”, exemplifica.
Segundo Bianchini, os treinamentos podem ser realizados tanto por equipes internas, quanto com apoio de parceiros especializados, por meio do outsourcing de RH, modelo de terceirização que permite às empresas contar com consultorias voltadas à gestão de talentos, educação corporativa e programas de engajamento.
Como solucionar dificuldades geracionais nas empresas
O relatório “Tendências de Gestão de Pessoas”, do Ecossistema Great People & GPTW, aponta que 51,6% das empresas têm dificuldade para lidar com as diferenças entre gerações e suas expectativas no ambiente corporativo.
Para Bianchini, o caminho para solucionar esse problema é transformar a diversidade em força coletiva. “Em vez de tentar padronizar comportamentos, o RH precisa atuar como mediador entre valores, ritmos e formas de trabalho distintas”, orienta. “Isso envolve escuta ativa, entender o que motiva cada geração e formar líderes capazes de adaptar sua comunicação e gestão conforme o perfil da equipe.”
Ele acrescenta que também é muito importante pensar na flexibilidade: benefícios oferecidos, planos de cargos e salários, carreiras e formas de trabalho precisam refletir diferentes momentos de vida e expectativas. “Além disso, é preciso estimular o aprendizado mútuo e promover trocas entre o time”, observa.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) alerta que é fundamental entender e respeitar as diferenças entre as idades dos colaboradores. A recomendação é que as empresas fomentem espaços de partilha sobre as diferenças geracionais, de modo a conscientizar os times sobre como cada faixa etária enxerga o ambiente de trabalho.
Outro aspecto mencionado é a necessidade de adaptação das estratégias de comunicação interna. As mensagens e os canais usados pela empresa devem considerar as características e preferências de cada geração, reduzindo possíveis ruídos.
Além disso, o Sebrae destaca que o respeito às competências distintas deve ser cultivado. “Promover a troca de ideias, fomentar projetos transversais, ter abertura à mudança e às sugestões das várias gerações”, incentiva


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