Trabalho célere e rápido do setor de inteligência da CPJ de Pirassununga, evita possível ‘Tribunal do Crime’

Nossa reportagem procurou apurar detalhes sobre o ocorrido no meio da tarde de quinta-feira, 19, pelo bairro de Vila Santa Fé, Cerrado de Emas, quando foi aventado um possível ‘Tribunal do Crime’.
O trabalho célere e de eficiência dos investigadores do setor de inteligência da CPJ, culminou na liberação de três prováveis vítimas e na detenção dos suspeitos. Os cinco celulares apreendidos passarão por perícia.
No início da tarde de quinta-feira, 19, compareceu na Central de Polícia Civil Judiciária de Pirassununga/SP, uma pessoa procurando o setor de investigações com o relato de que um conhecido seu havia sido capturado/sequestrado pelo “Tribunal do crime” por diversos indivíduos e que estes poderiam tirar a vida de seu amigo, apresentando uma filmagem na qual aparecem três indivíduos em um veículo Toyota, de cor branca, do qual desembarcam defronte a residência dele (sequestrado), onde subiram no muro procurando por ele.
Como o rapaz que poderia ser o sentenciado que não estava na casa, os indivíduos deixam o local. A pessoa que procurou pelas autoridades policiais, informou que moradores daquele bairro lhe contaram que estes mesmos indivíduos abordaram o morador daquela casa (provável sentenciado) em uma rua do bairro, o segurando pelo pescoço e obrigando-o a entrar no veículo Corola, que depois disso não teve mais informações dele.
Na delegacia o denunciante revelou que seu amigo vem sofrendo ameaças de morte pelo tal “Tribunal do Crime” por conta de ter entregado indivíduos autores de um crime de roubo na cidade.
Diante das filmagens, os três indivíduos (que ocupavam o Toyta/Corola, foram reconhecidos pelo setor de investigações como pessoas atuantes no mundo do crime na cidade, todos com passagens e condenações criminais, e em troca de informações com as demais forças de segurança local, informações de que estes indivíduos agem como ‘julgadores’ e ‘executores’ de uma provável organização criminosa.
Os investigadores então se reuniram e saíram em diligências naquele bairro na tentativa de encontrar/localizar a suposta vítima, de 19 anos, quando então o veículo utilizado para raptar a vítima foi visualizado naquele bairro Vila Santa Fé, momento em que os indivíduos que aparecem nas imagens foram vistos deixando um imóvel a rua Santa Rosa, momento em que receberam voz de parada, que a princípio não foi obedecida, tendo inclusive dois destes desferindo seus aparelhos celulares ao solo em meio a abordagem policial propositalmente para danifica-los, somente depois de outras ordens ainda mais firmes é que tais indivíduos pararam e obedeceram.
Diante dos fatos, parte do efetivo policial se dirigiu até o imóvel onde os abordados acabara de sair, e quando chegaram ao portão, visualizaram diversos outros indivíduos subindo e fugindo correndo por entre os telhados das casas vizinhas, não sendo estes alcançados, visto a dificuldade e baixo efetivo policial até aquele momento na ação.
Quanto aos indivíduos abordados deixando o local, e que seguiam em direção ao veículo Corola de cor branco, estavam X,Y e Z (iniciais fictícios), sendo que a chave da Corola se encontrava com Z. tendo X e Y, quebrados seus aparelhos celulares.
Dos indivíduos abordados dentro do imóvel, estavam W e J, ambos com 20 anos e K, 19 anos (lembrando que as iniciais dos nomes são fictícias), este último, amigo do denunciante.
Apurações da Polícia, confirmaram que os três indivíduos W.J.e K, estariam sendo levados para um julgamento, e que os indivíduos abordados na rua estavam deixando o local naquele momento para abastecerem o veículo Corola para os levarem ao local de julgamento, chamado por eles de “buraco”, e que os indivíduos que fugiram sobre os telhados também eram parte do possível ‘Tribunal do Crime’, sendo um destes, visto e reconhecido como E.M.S., que se encontra procurado pela Justiça.
Ainda no interior do imóvel se encontrava E. D. dos S. R., que estava também da justiça por Mandado de Prisão por uma das Varas Criminais do Palácio da Justiça da cidade de Campinas, que a princípio tentou mentir seu nome, mas foi reconhecido e preso conforme ocorrência apresentada no plantão policial pelo Subtenente PM Silva e Cabo PM Crespi, permanecendo ele preso e levado para o Sistema Prisional.

Em buscas nos telhados daquela residência por onde indivíduos empreenderam fuga, foram localizados três aparelhos telefônicos abandonados pelos fugitivos, sendo estes apreendidos, bem como os aparelhos que se encontravam na posse dos abordados na rua.
As três supostas vítimas foram conduzidas ao plantão policial, onde em declarações formais alegaram e justificaram seus silêncios por medo de represálias contra suas famílias, temendo ainda mais por suas vidas.
Os fatos e as investigações continuam pela Polícia Civil. A ação policial foi desencadeada pelos investigadores do setor de inteligência da Central de Polícia Civil Judiciária de Pirassununga, que contou com apoio do policiamento de área da 3ª Cia. PM e de homens da Guarda Civil Municipal.


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