STJ solta 5 por “prisão arbitrária” na Operação Caliphora II

Na última 6 feira, 14/11/25, o STJ decidiu pela soltura, em HCs distintos e extensivos ao primeiro, das 5 pessoas que foram presas na Operação Caliphora II. Todas elas ja se encontram livres.
Segundo um trecho da decisão, (conforme print abaixo) a Decisão do Juíz de Pirassununga se deu com base em:
1- fundamentos abstratos;
2- na instrução tão somente do Ministério Público, sem ao menos fundamentar a instrução;
3- fundamentação genérica, abstrata ou baseada em meras ilações;
Chama a atenção, ainda, outro trecho da decisão:
“É de sabença que a jurisprudência desta Corte Superior REPUDIA este tipo de Prisão Preventiva”.
O entendimento da decisão, portanto, parece demonstrar, também, que o pedido do Ministério Público quanto as prisões carece de provas que fundamentem decisão tão extrema.
Com a notícia da soltura destas pessoas e o teor da decisão, algumas perguntas surgem com pertinência:

1- estas pessoas ficaram presas cerca de 50 dias e não deveriam ter sido presas?
2- a prisão reverberada em redes sociais e imprensa macularam a reputação destas pessoas, e agora, como fica?
3- e o prejuízo financeiro, emocional e familiar que estas pessoas, e familiares tiveram, como fica? Poderão buscar uma indenização por isso?
Em nota a advogada Carla Regina Gobbo, que atua pelos denunciados Cláudio e Dercilene, aduziu que “a decisão do STJ é irretocável” e, ainda, que “espera que o juízo de primeiro grau passe a cumprir a legislação e o entendimento jurisprudencial do país”.
A verdade é que já se vão quase dois anos da Operação Caliphora e, até agora, nada foi provado. Nem mesmo a audiência que estava marcada para setembro o Poder Judiciário fez, segundo consta, por cerceamento de defesa com a falta de juntada do Ministério Público das provas que afirmavam ter.
Veja abaixo decisão para a solturas dos detidos:



Criança Laudada com TDAH, é agredida pela mãe em recinto escolar. Caso foi registrado no plantão policial
Bebê morre após queda de árvore em casa na Academia da Força Aérea no interior de SP
Antiga Unidade de Saúde da Vila Santa Fé volta a funcionar
IPTU 2026: Emissão deve ser feita prioritariamente pela internet
Polícia analisa celular de mãe que envenenou filha de 3 anos com chumbinho