Polícia analisa celular de mãe que envenenou filha de 3 anos com chumbinho

A mãe de 25 anos suspeita de tentar envenenar a filha de 3 anos com chumbinho, na quinta (19), em Pirassununga (SP), recebeu alta hospitalar, passou por audiência de custódia e permaneceu presa. Conforme apurado pelo g1, ela teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.A Polícia Civil está analisando o celular da mulher, que não teve a identidade divulgada. O g1 não conseguiu contato com a defesa dela até a última atualização da reportagem.O caso foi registrado com tentativa de homicídio. A mãe também ingeriu o veneno e ambas foram internadas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa da cidade, na última quinta-feira (19).A mulher, que permaneceu sob escolta policial após ter recebido voz de prisão no hospital, recebeu alta na última sexta-feira (20). Não há informações sobre o estado de saúde da menina de 3 anos e o presídio em que a indiciada está presa.Em entrevista ao g1, o delegado Ícaro José Ribeiro Gomes, do 3° Distrito Policial (DP) de Pirassununga, afirmou que a mulher foi indiciado pela tentativa de homicídio, mas que as investigações ainda podem revelar outra conduta que configure outro crime.De acordo com Ícaro, no interrogatório, na presença de advogada, a mulher permaneceu em silêncio. O pai da criança, a irmã da indiciada e uma amiga que a socorreu no dia do crime foram ouvidas pela polícia. “Acredito que a única pessoa que falte a gente colher o depoimento é a genitora dela”.A polícia ainda não tem informações sobre onde a mulher comprou o veneno e se ela planejou o crime. “Quem poderia informar isso seria ela a princípio, mas ela desejou permanecer em silêncio, então agora a gente vai, por outros meios de investigação, tentar apurar onde ela adquiriu essa substância”.O caso segue em investigação e o celular dela foi apreendido e encaminhado à perícia. “A gente vai acessar, vai ver se ela usou o aparelho para comprar essa substância ou se ela já tinha algum planejamento, se ela pesquisou a forma como ia fazer isso, mas depende de prova pericial”.O casoDe acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O), uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada até a Creche Maria Eugênia Pereira da Silva, no bairro São Valentim, após a mãe retirar a criança da unidade sem autorização da avó, que detém a responsabilidade legal.Funcionários relataram que, por volta das 15h20 de 19 de fevereiro, a mãe informou que levaria a criança ao médico.Ao mesmo tempo, a Polícia Militar recebeu a informação de familiares que a mulher estaria ameaçando tirar a própria vida e a da filha.Já a Prefeitura de Pirassununga informou que a criança foi retirada da creche pela mãe, responsável legal, com autorização e seguindo os procedimentos da unidade.Ainda segundo a prefeitura, a avó fez a matrícula e o nome da mãe consta como pessoa autorizada a retirar a criança da escola. (Veja a nota abaixo)As equipes realizaram buscas em endereços ligados à família, na escola e em consultórios médicos, mas mãe e filha não foram localizadas naquele momento.Pouco depois, a PM foi informada de que ambas haviam dado entrada na Santa Casa do município, após serem socorridas por uma amiga, que as encontrou passando mal, com episódios de vômito, e as levou ao pronto-socorro.Como foi o envenenamentoNo veículo em que estavam, foram encontrados um copo de sorvete com pequenas esferas pretas, semelhantes ao produto conhecido como “chumbinho”, além de um recipiente plástico com o restante do material.O delegado responsável pelo caso esteve na unidade de saúde e deu voz de prisão em flagrante à mulher por tentativa de homicídio contra a filha. Mãe e criança permaneceram sob atendimento médico.Nota da Prefeitura de Pirassununga”A Prefeitura Municipal de Pirassununga informa que, na última quinta-feira, 19 de fevereiro, uma aluna regularmente matriculada em unidade de Educação Infantil da rede municipal foi retirada da creche por sua mãe, responsável legal, mediante autorização e seguindo os procedimentos regulares adotados pela unidade escolar.A retirada da criança da unidade ocorreu dentro da normalidade administrativa, não havendo qualquer irregularidade por parte da instituição escolar ou de seus profissionais.Desde a ciência do ocorrido, a Administração tem acompanhado a situação e permanece à disposição para colaborar com a família e com os órgãos competentes, garantindo a articulação com a rede de proteção e de cuidado à criança.”Com informações G1 São Carlos e Araraquara



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