Pirassununga aparece em investigação do STF sobre emendas destinadas por Mário Frias

A cidade de Pirassununga passou a integrar o contexto de uma investigação conduzida pelo ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Mário Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB).
O caso ganhou repercussão nacional após representação apresentada pela deputada federal Tabata Amaral, uma das responsáveis por levar o tema ao Supremo e solicitar apuração sobre o destino dos recursos públicos enviados à entidade.
Segundo as informações já divulgadas nacionalmente, Mário Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil em 2025. Desse total, R$ 1 milhão foi destinado ao projeto esportivo “Lutando pela Vida”, executado em Pirassununga com atividades voltadas ao jiu-jítsu para crianças e adolescentes. O outro R$ 1 milhão foi direcionado a um programa de empreendedorismo administrado pela própria entidade em separado.

O valor destinado ao projeto local também chamou atenção nos bastidores políticos e institucionais, já que repasses dessa magnitude para projetos sociais esportivos em municípios do porte de Pirassununga não são comuns. Em geral, entidades locais costumam operar com verbas significativamente menores, o que aumentou o interesse sobre os critérios utilizados para a escolha do projeto e da cidade.A investigação conduzida no STF busca esclarecer se os recursos públicos tiveram aplicação integral nas finalidades previstas ou se poderia ter ocorrido desvio indireto de finalidade.
A principal linha investigativa envolve a conexão entre o Instituto Conhecer Brasil e a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A presidente do instituto, Karina Ferreira da Gama, também aparece ligada à produtora do longa-metragem, no qual Mário Frias atua como produtor-executivo.
Segundo a tese analisada na investigação, os recursos públicos destinados aos projetos sociais poderiam ter servido como “lastro indireto” para sustentar estruturalmente atividades privadas relacionadas à produção cinematográfica. Até o momento, não há condenação judicial nem conclusão definitiva sobre os fatos investigados.
Outro ponto que chamou atenção durante a tramitação do caso foi a dificuldade do STF em localizar Mário Frias para notificações formais relacionadas ao processo. Segundo reportagens da imprensa nacional, oficiais de Justiça foram ao endereço informado pela Câmara dos Deputados, mas receberam a informação de que o parlamentar não residiria no local há cerca de dois anos. Em contato telefônico com o gabinete, a equipe do deputado informou que ele estaria em missão internacional e que não havia previsão oficial de retorno ao Brasil naquele momento.
Em Pirassununga, o caso também levanta dúvidas sobre como o projeto local passou a receber os recursos federais. Ainda não se sabe quem indicou o projeto “Lutando pela Vida” ao gabinete de Mário Frias, nem se houve participação de agentes políticos ou lideranças locais na articulação do repasse e na escolha da entidade executora.
O inquérito segue em andamento no Supremo Tribunal Federal, com acompanhamento da Polícia Federal.
Imagens – Redes Sociais


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