Obra de Drenagem Urbana em Pirassununga corre risco por falha de Planejamento e Execução

Uma importante obra de drenagem urbana projetada para captar e escoar as águas pluviais das regiões mais altas de Pirassununga em direção à bacia hidrográfica local começou com graves erros técnicos de execução. A avaliação é do engenheiro e especialista em saneamento básico João Alex Baldovinotti — ex-superintendente do SAEP e atual gestor da autarquia no município de Santa Cruz das Palmeiras, com passagens marcantes por Santa Rita do Passa Quatro, Tambaú e Santa Cruz da Conceição, onde solucionou problemas crônicos de abastecimento de água.
Falha Técnica e Consequências Imediatas
De acordo com o especialista, o erro crônico da intervenção reside na inversão da ordem de engenharia: a obra deveria ter sido executada no sentido da jusante para a montante (do ponto mais baixo para o mais alto do fluxo de água). No entanto, o projeto foi iniciado no sentido inverso — da montante para a jusante.
Essa má execução já começou a trazer reflexos graves para a população após os recentes volumes de chuva na cidade:

• Alagamentos severos: No Jardim Verona, a água acumulou em níveis substancialmente maiores do que os registrados historicamente. Como se costuma dizer na engenharia: “a matemática não perdoa e a fatura das tempestades chegou rápido”.
• Risco estrutural e emergência: Enquanto a população assistia estarrecida ao encharcamento da malha urbana, a Defesa Civil precisou ser acionada às pressas para conter um risco iminente de desabamento no entorno do Ribeirão Andrezinho, na Vila Brasil.
Recursos Públicos e Necessidade de Fiscalização
A obra conta com um investimento substancial de R$ 16.149.982,10, proveniente de verbas federais (recursos de PEC protocolados na gestão Mantovani e liberados neste ano de 2026). Por envolver uma cifra tão expressiva de dinheiro público, torna-se indispensável e urgente a fiscalização rigorosa por parte do Poder Legislativo, do Ministério Público Federal e dos órgãos de controle governamentais.
Diante dos problemas expostos, torna-se imperativo refazer o projeto executivo para evitar desastres ainda maiores no futuro, tais como:
• Danos graves à infraestrutura urbana;
• Queda e comprometimento de pontes devido ao transbordamento do Ribeirão Andrezinho;
• Prejuízos materiais e riscos à vida dos moradores afetados pelas enchentes.
Alerta na Imprensa e Próximos Passos
As orientações, diagnósticos e alertas técnicos foram detalhados pelo engenheiro João Alex Baldovinotti durante sua participação no programa A Voz do Povo, transmitido pelas rádios Mundial FM Pirassununga e Piracema Plus, com transmissão simultânea no Facebook, Instagram, TikTok e YouTube.
Resta agora à atual superintendência do SAEP (Serviço de Água e Esgoto de Pirassununga) analisar urgentemente todas as diretrizes expostas pelo especialista e colocar em prática os ajustes operacionais necessários. É fundamental garantir que o montante milionário alocado não seja, literalmente, “arrastado pelas correntezas das enchentes” devido à falta de planejamento e fiscalização.


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