EXCLUSIVO: Polícia Ambiental teria apurado indícios de possíveis irregularidades no tratamento de esgoto em Pirassununga

No último dia 11 de maio, este portal noticiou a suspeita de que o esgoto de Pirassununga não estaria sendo 100% tratado. Segundo denunciantes, o efluente corre a céu aberto por duas tubulações ocultas do público, localizadas logo abaixo do ponto de deságue da Estação de Tratamento de Esgoto (E.T.E.) no Ribeirão do Ouro.
Cinco dias depois, a Polícia Militar Ambiental esteve no local. Guiados por funcionários que decidiram quebrar o silêncio — por não suportarem mais as falsas alegações de que o tratamento no município é integral —, os policiais utilizaram um bote para acessar os dois pontos indicados. Ali, conforme apurado por esta reportagem, foram constatadas irregularidades graves que evidenciam a falta de tratamento adequado.
Informações apontam que, até a próxima sexta-feira, o Ministério Público do Meio Ambiente deverá receber o relatório oficial da Polícia Ambiental. O órgão já acompanha o caso por meio de denúncias vindas, inclusive, da Câmara Municipal. Apesar de supostas tentativas de mascarar a situação para futuras inspeções sanitárias, as evidências já foram registradas. O episódio poderá gerar um inquérito civil e responder por crime ambiental.
Ação do Policiamento Ambiental
A fiscalização do 1º Pelotão da Polícia Militar Ambiental foi motivada por denúncias sobre o lançamento irregular de esgoto que também estaria afetando o Córrego Laranja Azeda. Apurado pela reportagem, que, durante a vistoria técnica na E.T.E., os policiais teriam constatado uma densa camada de espuma na superfície da água, fortes odores, alterações visuais na coloração e a presença de sólidos suspensos.
Também foi apurado que, ao ser questionado pelos policiais, o responsável pelo local alegou que as fortes chuvas recentes causaram turbulência e oxigenação na água já tratada. Segundo apurado, a versão da E.T.E., referente a espuma seria fruto de um fenômeno físico-químico natural, descartando qualquer despejo irregular de efluente doméstico ou industrial.
No entanto, segundo apurado por este portal de notícias, diante dos indícios visíveis de poluição, a Polícia Ambiental registrou todo o cenário em um Termo de Vistoria Ambiental (TVA). O documento será encaminhado à agência da CETESB de São Carlos (responsável pela fiscalização técnica), ao Ministério Público, à Prefeitura e à Câmara Municipal para as providências cabíveis. Este portal continuará acompanhando o caso de perto.


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