Currículo escolar de 2024 terá mais tempo dedicado a matemática e língua portuguesa

Currículo escolar de 2024 terá mais tempo dedicado a matemática e língua portuguesa (Foto: Freepik)
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo anunciou importantes mudanças para o currículo escolar do ano letivo de 2024. A medida atende a demanda de alunos e professores, que pediam um currículo mais focado nos interesses comuns.
Para começar, a partir do próximo ano letivo, os estudantes do Ensino Médio da rede estadual terão um aumento significativo no tempo dedicado ao aprendizado de matemática e língua portuguesa. Só matemática terá um aumento de 70% no tempo de aulas e língua portuguesa será de 60%.
Outra novidade esperada pelos estudantes e atendida pela Secretaria da Educação foi a volta das matérias de física, geografia e história à grade curricular da 3ª série do Ensino Médio. A Pasta também anunciou novos componentes curriculares para estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
O destaque vai para as aulas de orientação de estudos destinadas à melhoria da aprendizagem dos estudantes do Ensino Fundamental e a aceleração para o vestibular, para alunos da 3ª série do Ensino Médio, como explica a diretora pedagógica da Seduc, Bianka de Andrade Silva:
“Nós publicamos as matrizes curriculares de 2024 e estamos muito felizes em poder atender a uma demanda da rede, das nossas escolas e dos nossos alunos, aumentando a carga horária do ensino médio de língua portuguesa, matemática, história, geografia e física. E dedicando um lugar concreto na grade curricular à questão da defasagem de aprendizagem”, afirma.
As escolas estaduais também irão oferecer aulas de educação financeira para estudantes do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, e as aulas de tecnologia e inovação terão um acréscimo de 50% do 6º ao 9º ano, passando de uma para duas aulas por semana.
Secretário da Educação
Renato Feder é paulistano, Mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele já atuou na Seduc-SP entre 2017 e 2018, quando foi assessor especial da pasta.
Nos últimos quatro anos, Renato foi secretário da Educação do Paraná. Em sua gestão, o estado conquistou o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2021 do ensino médio e deu o maior salto entre todos os estados brasileiros logo no primeiro ano de sua gestão, em 2019. Durante a pandemia, ele criou um complexo sistema de ensino a distância, implementado em tempo recorde, e reconhecido como uma das melhores respostas educacionais à interrupção das aulas presenciais.
Além disso, algumas iniciativas de Renato no Paraná, como o programa de formação de professores, foram reconhecidas internacionalmente. Outras, de caráter social, como a ampliação da merenda escolar, foram pioneiras no país. Ele também investiu em infraestrutura e montou a maior rede de escolas conectadas em banda larga do Brasil.
Como professor, ele atuou 10 anos nas salas de aula e na gestão de escolas de Educação Básica e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). No ensino superior, lecionou economia na Universidade Mackenzie. Em experiências internacionais, conheceu o funcionamento e gestão de escolas e sistemas educacionais da China, Coreia do Sul, Japão, Canadá, Israel, Finlândia e Estados Unidos.


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