Polêmica sobre Rave em Pirassununga ganha novos desdobramentos com Câmara Municipal realizando Audiência Pública

A realização do festival de música eletrônica “Festival Terra Viva”, agendado para os dias 2 e 3 de maio em Pirassununga, continua a gerar forte mobilização e embates jurídicos na cidade. O caso, que agora envolve esferas municipais, estaduais e federais, ganhou novos capítulos decisivos na última semana.
Ofensiva Jurídica e Investigação do MP
Após o Ministério Público instaurar um inquérito civil no dia 13 de abril, conduzido pela promotora Dra. Telma Regina Rego Pagotto, a pressão legal aumentou. No dia seguinte (14), o advogado Dr. Carlos Alberto de Arruda Silveira protocolou uma ação popular com pedido de liminar para o cancelamento imediato do evento.
O processo investigativo busca apurar possíveis irregularidades estruturais e ambientais. O caso foi inclusive encaminhado ao CAEX (Centro de Apoio à Execução), em São Paulo, para uma análise técnica detalhada. A expectativa é que a Justiça se manifeste sobre o pedido de suspensão até o final desta semana.
Câmara Municipal convoca Audiência Pública
Diante da repercussão, o Legislativo local assumiu o protagonismo do debate. Por iniciativa dos vereadores Wallace Bruno (Presidente da Câmara), Luciano do Lécio, Carlinhos de Deus, Gigio, Mirella Bueno e Duda Farmácia, foi convocada uma Audiência Pública para esta quarta-feira, 22 de abril, às 17h30.
- Convocados: Secretários municipais de Cultura, Turismo, Meio Ambiente, Saúde, Planejamento e Segurança Pública.
- Convidados: Ministério Público, Polícia Militar (Territorial e Ambiental), Guarda Civil Municipal e ONGs de proteção animal.
O objetivo é confrontar os dados da organização com as preocupações da comunidade, que teme impactos severos ao sossego público, à saúde e ao ecossistema local.
Mobilização Regional e Causa Animal
A polêmica rompeu as fronteiras de Pirassununga. Relatos indicam que ONGs e protetores independentes de cidades como Campinas, Limeira, Araras, Ribeirão Preto e São Paulo estão se organizando através das redes sociais.
O ponto central da discórdia é a proximidade do evento com o Canil Municipal. Ativistas denunciam:
- O estresse acústico severo aos animais abrigados.
- Supostas táticas de afugentamento de fauna silvestre em Áreas de Preservação Permanente (APP) próximas ao local.
Tida como influenciadora, Talita Seghetto, teria se manifestado sobre o caso, amplificando a visibilidade da causa nas plataformas digitais e atraindo atenção de parlamentares de outras instâncias.
O Posicionamento da Prefeitura e a Montagem no Local
Apesar do cerco jurídico e da pressão popular exercida por parte da Câmara, a Prefeitura de Pirassununga e os organizadores do festival mantêm o posicionamento de que toda a documentação e licenciamento estão em conformidade com a lei.
Enquanto a decisão judicial não é proferida, o ritmo no local do evento é intenso. Megaestruturas já começaram a ser erguidas e obras de alvenaria estão sendo executadas para viabilizar o festival, sinalizando que a organização aposta na manutenção da data original.
Serviço: Audiência Pública – Festival Terra Viva Quando: Quarta-feira, 22 de abril, às 17h30 Onde: Plenário da Câmara Municipal de Pirassununga.


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