Pirassununga: Entre a Falácia das Promessas e a Realidade do Abandono

Durante a campanha eleitoral de 2024, em debate realizado na ACIP, o então candidato e hoje prefeito Fernando Lubrechetti (NOVO) afirmou categoricamente que havia estudado a cidade por quatro anos para estar pronto para governar. Naquele momento, prometeu que Pirassununga seria gerida por um secretariado de excelência, escolhido criteriosamente por currículo e competência técnica.
Pura falácia. Hoje, 20 de abril de 2026, o cenário é desolador. Ao assumir a prefeitura, Lubrechetti pediu 100 dias de “voto de confiança” para iniciar os trabalhos. Passados exatamente 475 dias, a estagnação é a única marca de seu governo. O que vemos não é a gestão técnica prometida, mas sim a ocupação de cargos por pessoas incapacitadas para as funções que exercem.

O Desmonte dos Serviços Públicos
A administração parece agir apenas para subtrair. Entre os retrocessos, destacam-se:
- Saúde e Transporte: O cancelamento de transportes para pacientes que dependem de hospitais de referência e consultas agendadas via sistema CROSS em outros municípios.
- Infraestrutura: O sucateamento contínuo da frota pública municipal.
- Centro de Especialidades Médicas: O prédio encontra-se praticamente em ruínas, dificultando o atendimento à população.

A Cidade Tomada pelo Mato e pelo Lixo

A zeladoria urbana, que deveria ser o “cartão de visitas” da gestão, é inexistente. Exemplos não faltam:
- Avenida Newton Prado: A menos de 50 metros da Prefeitura, o estado das calçadas torna a passagem impossível.
- Acessos (Gen. Luiz Barbedo e Prudente de Moraes): O mato alto já atinge a altura das árvores.
- Avenida Padre Antônio Van Ess: A principal entrada da cidade exibe canteiros centrais abandonados.
- Santa Casa e São Benedito: Estacionamentos públicos tomados pelo mato e áreas próximas ao Cemitério Municipal transformadas em verdadeiros lixões a céu aberto, sob o olhar omisso da administração.
- Lazer Abandonado: O Parque Temístocles Marrocos Leite, reinaugurado com pompa por esta gestão, hoje está entregue ao descaso.
Escândalos e Falta de Transparência

Além da ineficiência administrativa, pairam dúvidas éticas sobre o governo. Até o momento, não houve explicação plausível ou devolução dos mais de R$ 2.184.000,00 depositados em contas supostamente tida como fraudulenta para o Cartão Alimentação. Pagamentos “fantasmas”, destinados a secretários e assessores que não prestariam serviço até agora não foram devolvidos aos cofres municipais. Nestes casos, duas CEIs foram abertas e transformadas em Comissão Processante, porém, o prefeito se recorreu junto à justiça para tentar barrar, ou ‘levar’ o caso com a ‘barriga’.
Somado a isso, o episódio da Santa Casa é emblemático: a instituição precisou recorrer à Justiça para receber uma emenda de R$ 150.000,00, destinada pelo Deputado Federal Arlindo Chinaglia para a hemodiálise, que estava retida pela prefeitura.

Conclusão
Enquanto a cidade padece, o setor de comunicação da prefeitura tenta criar uma realidade paralela. Publicam propagandas de “primeiro mundo” para esconder uma cidade que, na prática, sofre com o abandono básico.
Fica a pergunta: onde estão os quatro anos de estudo e o secretariado técnico prometidos no debate? Pirassununga não precisa de propaganda; precisa de gestão.


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