Reportagem da EPTV traz apontamento Cetesb de postos de combustíveis poluindo o solo
Por EPTV – G1/São Carlos/Araraquara
Nesta segunda-feira (30), a EPTV trouxe à tona um relatório da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), feito no ano passado, mostra que os postos de combustíveis são os maiores responsáveis por áreas no solo contaminadas. O levantamento mostra em 9 cidades da região 23 áreas foram poluídas pelos estabelecimentos.
A contaminação é causada principalmente por vazamentos nos tanques que armazenam os combustíveis. Com o tempo a corrosão provoca fissuras nesses tanques.
Contaminação na região
Em Pirassununga, foram identificadas 5 áreas contaminadas. Em Araras 4. Em Araraquara e Matão, duas. Em Leme, São Carlos, São João da Boa Vista e Vargem Grande do Sul, uma área contaminada por posto em cada cidade. Rio Claro é a cidade com maior número de áreas contaminadas. São 8 sendo 6 poluídas por postos.
Como os tanques ficam embaixo do piso dos postos de combustíveis, é um tipo de problema difícil de ser identificado pela população e depende da fiscalização Cetesb.
Os dados chamam a atenção da professora do Departamento de Ciência e Solo da Universidade de São Paulo (USP), Jussara Regitana. Para a pesquisadora, o maior problema é a facilidade das substâncias tóxicas em se diluir na água.
Ela descreve que os combustíveis armazenados contém até 200 substâncias. Dentre os produtos mais prejudiciais, destacam-se o benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno. Em contato com o ser humano, os materiais podem afetar o sistema nervoso central e até favorecer o desenvolvimento de câncer. Jussara explica que a principal causa de vazamento é a precariedade nos tanques dos postos.
“A maioria dos postos no Brasil foi idealizada na década de 1970 e, nessa época, eles faziam os tanques com camada única de aço. Esse material tem uma longevidade de 20 a 25 anos”, alerta. Ainda segundo a professora, muitas pessoas não imaginam os riscos proporcionados pela contaminação proveniente de postos de combustíveis.
Multas
A Cetesb explica que, desde 2001, quando começou a realizar o licenciamento ambiental dos postos de combustíveis do estado, passou a convocar os proprietários dos locais inadequados para que estes regularizem os respectivos estabelecimentos.
Uma vez que é constatado risco à saúde humana ou/e ao ecossistema, é de responsabilidade da administração do posto em questão reabilitar a área afetada através de implantação de medidas de intervenção.
Caso a infiltração não ofereça riscos e o ato seja a primeira infração do local, o estabelecimento recebe uma advertência. Já para os casos de reincidência ou quando há perigo de contaminação, é aplicada multa que pode variar entre R$ 106,12 até R$ 106 milhões.
O que diz o Recap?
À EPTV, afiliada da TV Globo, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap) reconheceu que a fiscalização feita pela Cetesb é positiva para que todos os postos do município passem por reformas para troca de taques e tubulações, com padronização nas instalações.
O órgão informou ainda que os locais que aparecem em áreas contaminadas são da época em que não havia padrão para proteção ao meio ambiente, e que agora estão sendo obrigados a fazer ações para descontaminar o solo e, desta maneira, voltar a operar normalmente e sem riscos.
Foto: Reprodução/EPTV


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