O Cemitério de Patrimônio e o lixão a céu aberto no pátio do SAEP

ALERTA INSTITUCIONAL À POPULAÇÃO E AO PODER LEGISLATIVO
“Atenção, senhores Pirassununguenses! Atenção, Senhores Vereadores da Câmara Municipal de Pirassununga!
Atentem-se para este alerta:
‘Ou acabamos com as saúvas, ou as saúvas acabarão com o SAEP e com Pirassununga!’” – Adaptação de Monteiro Lobato
Por Cincinato
Veículo: Jornal “Repórter Naressi”
“A autarquia responsável por cobrar saneamento, higiene e saúde pública da população transforma o próprio pátio operacional em um depósito de entulho e deixa equipamentos milionários virarem sucata ao relento.”
Nas edições anteriores, provamos com a matemática e a hidráulica o colapso do planejamento e as gambiarras orçamentárias que paralisaram as obras de macrodrenagem. Hoje, a denúncia do Cincinato não exige cálculos complexos ou equações de vazão — exige apenas olhos para ver e vergonha na cara para responder.

Enquanto a população de Pirassununga paga tarifas e é cobrada pelo descarte correto de resíduos, o pátio operacional do SAEP — local que abriga o coração do tratamento de água que chega à torneira dos moradores — foi transformado em um lixão e sucateiro a céu aberto.
1. O RISCO SANITÁRIO AO LADO DO TRATAMENTO DE ÁGUA
Restos de obras, tubulações velhas, entulho de construção e solo com potencial contaminação vem sendo descartados de forma irregular dentro do próprio pátio da autarquia.
Trata-se de uma contradição inaceitável: o mesmo órgão encarregado de promover a saúde pública e a limpeza ambiental é o agente poluidor dentro de sua própria casa. A proximidade do acúmulo de lixo e entulho a céu aberto com os sistemas de tratamento representa um grave risco sanitário, criando criadouros de vetores e expondo a total falta de zeladoria da atual gestão.
2. O CEMITÉRIO DE EQUIPAMENTOS MILIONÁRIOS (PATRIMÔNIO QUE VIRA SUCATA)
O cenário de abandono no pátio não se limita ao entulho. O que se observa é o verdadeiro sucateamento do patrimônio público:
- Decanter Centrífugo e Sistemas de Hidrociclones: Equipamentos de altíssimo valor agregado, adquiridos com o dinheiro do contribuinte para a Estação de Tratamento de Lodo (ETL) e saneamento da cidade, encontram-se completamente paralisados.
- Ação do Tempo e Corrosão: Maquinários que deveriam estar operando a pleno vapor para proteger nossos recursos hídricos estão largados ao relento, entregues à ferrugem e à degradação por absoluta falta de manutenção preventiva, planejamento e gestão.
Deixar um maquinário milionário corroer no pátio não é apenas incompetência operacional; é uma ofensa ao bolso do cidadão pirassununguense, que vê o dinheiro dos seus impostos enferrujar sob o sol e a chuva.
3. INVERSÃO DE PRIORIDADES E FALÊNCIA DA ZELADORIA
Como a diretoria do SAEP e a Prefeitura podem exigir do cidadão comum a manutenção da limpeza urbana e a preservação ambiental se nem o seu pátio operacional conseguem manter limpo? Quem fiscaliza quem deve fiscalizar?
O pátio do SAEP virou o retrato fiel da atual administração: improvisação, abandono do patrimônio e falta de respeito com a saúde pública.
PERGUNTAS QUE EXIGEM RESPOSTA DA DIRETORIA E DA PREFEITURA:

- Existe licença ambiental ou plano de manejo para o descarte de resíduos e entulho de obras no pátio do SAEP?
- Qual é o plano de contingência e recuperação para os equipamentos paralisados (decanter, hidrociclones) que estão virando sucata no pátio?
- Quanto dinheiro público foi jogado fora com a deterioração desses maquinários por falta de operação e manutenção?
Atenção, Senhores Vereadores e Ministério Público:
O sucateamento de bens públicos e o risco sanitário no pátio da autarquia exigem fiscalização imediata in loco. O patrimônio de Pirassununga não pode continuar virando ferro-velho por omissão da gestão.
Pirassununga, julho de 2026.
Cincinato.


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