Esquentou o clima na Política: Prefeito de Pirassununga tenta se esquivar de intimação, mas Edital não perdoa

A temperatura subiu nos bastidores do Poder Executivo e o jogo de sedução com a Justiça tomou um rumo bem mais quente nesta quinta-feira, dia 10 de setembro.
O prefeito Fernando Lubrechet (NOVO), do município de Pirassununga, vinha fazendo charme e ignorando solenemente as intimações da Comissão Processante que investiga um rombo de proporções tentadoras: a quantia de pouco mais de R$ 2.100.000,00, referentes ao escândalo que ficou conhecido na região como o “Golpe dos 2 Milhões”, do Cartão Alimentação.
Após várias tentativas frustradas de alcançar o chefe do Executivo pelas vias convencionais — enquanto ele mantinha uma postura distante e provocante —, a Câmara Municipal de Pirassununga resolveu partir para uma abordagem direta, pública e sem rodeios. Foi publicado no Diário Oficial do Município um edital de intimação, trazendo à tona o que antes era mantido sob sigilo nas gavetas do Poder Legislativo.
O Que Está Em jogo nesse “Jogo de Sedução e Fuga”?
- A Fuga do Confronto: A Comissão Processante foi instaurada para apurar as responsabilidades diretas e indiretas no desvio dos recursos públicos. Ao não responder aos chamados anteriores, o prefeito adotou uma tática de esquiva que só fez aumentar a pressão sobre a sua gestão.
- A Jogada Final (O Edital): Quando o intimado se recusa a ser localizado ou ignora as notificações formais, a legislação permite a intimação via edital. Com a publicação no Diário Oficial nesta quinta-feira (10/09), o prazo legal passa a fluir oficialmente, quer o prefeito queira se manifestar, quer prefira continuar se esquivando.
- O Rombo Milionário: As apurações focam na movimentação irregular de R$ 2,1 milhões no total. As cifras elevadas deixaram a população de Pirassununga e a comunidade regional em polvorosa, exigindo respostas rápidas e punições exemplares.
A partir desta publicação, o cerco se fecha. Se o prefeito, Fernando Lubrechet, insistir no jogo de esconde-esconde e não apresentar sua defesa dentro do prazo legal fixado no edital, a comissão processante poderá dar prosseguimento ao processo à revelia, abrindo caminho para o julgamento político e a eventual cassação do seu mandato, caso não venha mais uma vez recorrer ao “tapetão” conforme já acontecido.
Imagem – Reprodução do facebook


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