Após esfaquear vítimas, homem tenta agir contra GCM e acaba alvejado com dois disparos

No meio da manhã deste domingo, 6, os guardas civis municipais da cidade de Pirassununga/SP, Bovo e Rufino, apresentaram no plantão policial da CPJ, Edson V. Manzoni, 56, ‘pedreiro’ devido ao cometimento de tentativa de homicídio.
De acordo com os homens das forças de segurança foram acionados pela equipe do SAMU, informando sobre um indivíduo em ‘possível surto psicótico’ no bairro Santa Terezinha.

De imediato, se deslocaram ao local, Rua Capitã Zacarias, Vila Santa Terezinha, zona leste, onde visualizaram duas pessoas caídas ao solo — uma mulher e um homem. Nas proximidades, encontrava-se um terceiro indivíduo, portando uma faca, que, ao notar a aproximação das viaturas da Guarda Civil Municipal, investiu em direção à mulher, simulando golpeá-la e proferindo ameaças de morte.
Os agentes determinaram verbalmente que o indivíduo cessasse a ação, contudo este ignorou a ordem, afirmando repetidas vezes que “iria matar todo mundo”.
Na sequência, Edson, segurando uma faca, avançou contra o GCM Bovo, o qual, visando repelir a injusta agressão atual e iminente, efetuou dois disparos de arma de fogo, que atingiram a perna esquerda do autor. Após ser alvejado, o agressor caiu ao solo e deixou cair a faca, sendo então contido e algemado, embora apresentasse resistência ativa à prisão.

O indivíduo foi identificado como Edson, foi socorrido ao Pronto Socorro. As vítimas, Isaura, 56, companheira do homem preso, indiciado, e Eliezer Felippe Rodrigues, que foi atingida por sete golpes de faca.
As outras vítimas, de 55 e 71, foram encaminhadas ao Pronto Socorro, onde permaneceram internadas em razão da gravidade das lesões.
Posteriormente, identificou-se ainda uma terceira vítima, Claudemir, o qual relatou que, quando se dirigia até uma Padaria, foi abordado e agredido por Edson, que, também portando uma faca, o ameaçou de morte. Claudemir conseguiu se desvencilhar e buscar ajuda.

Os guardas informaram que, diante da prioridade de socorro às vítimas e do número reduzido de agentes no atendimento, não foi possível a imediata preservação do local onde ocorreram os disparos, o que somente se deu após o atendimento emergencial.

O plantão policial foi informado dos fatos, onde o delegado de polícia, Dr. Maurício Miranda de Queiroz, compareceu ao local dos fatos acompanhado do Investigador Olivato, realizando ainda diligências na Santa Casa, onde coletou informações e manteve contato com as vítimas internadas.
As vítimas Isaura e Eliezer foram ouvidas por vide declaração, cujos registros foram devidamente anexados ao presente expediente.

Diante dos elementos apresentados e verificados os requisitos legais do estado de flagrância, a autoridade policial ratificou a voz de prisão anteriormente proferida pelos guardas municipais, lavrando-se o respectivo Auto de Prisão em Flagrante Delito.
Em razão da inafiançabilidade do delito, o preso foi encaminhado à carceragem da Delegacia Seccional de Limeira/SP, permanecendo à disposição da Justiça. Registra-se que o indiciado não estava acompanhado por advogado.

Quanto aos disparos efetuados pelo GCM Bovo, a autoridade policial entendeu que sua conduta se caracterizou como legítima defesa, uma vez que o agente utilizou moderadamente dos meios necessários disponíveis, a fim de repelir agressão injusta e atual contra sua integridade física e de sua equipe, sendo ouvido e liberado.



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