Tecnologias e novos formatos são tendências para os eventos em 2026

Mercado brasileiro investe em experiência personalizada, IA e práticas sustentáveis
O setor de eventos no Brasil deve atingir a marca de R$ 141,1 bilhões em movimentação econômica em 2025, um aumento de 8,4% em relação a 2024. A projeção da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abrape) indica que o valor é o maior da série iniciada em 2019, confirmando a recuperação do segmento após as restrições impostas pela pandemia de Covid-19.
Os dados mais recentes da Abrape mostram 179.133 empregos formais no segmento, volume 60,8% superior aos 111.401 postos de 2019, antes da pandemia. A estimativa é que 103.100 empresas estejam em operação, representando um crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior.
Para 2026, as principais tendências incluem a consolidação do reconhecimento facial biométrico e o uso de aplicativos com Inteligência Artificial (IA) e sistemas de pagamento cashless (sem dinheiro físico envolvido).
A sustentabilidade, antes um diferencial, será esperada como a base de qualquer planejamento. Formatos híbridos seguirão no radar pela facilidade em reunir pessoas no presencial e no digital, alcançando novos e mais distantes públicos.
Eventos corporativos seguem em alta em 2026
Ainda de acordo com as informações do setor, os eventos corporativos seguirão como instrumentos estratégicos de branding e relacionamento no próximo ano. A orientação é para que os organizadores se planejem para garantir fornecedores de qualidade, contratar plataforma para gestão de eventos adequada às necessidades do projeto e otimizar os custos.
“Os eventos continuarão sendo um canal importante, mas é essencial abandonar as estratégias antigas que funcionavam em 2018”, alerta o líder de eventos da Digital Manager Guru, Renato Chamasquini. “Cada evento precisa ser pensado com intenção e propósito. O ano de 2026 será mais um ano de construção do que de colheita. As empresas que tratarem eventos como parte central da estratégia, e não como uma obrigação, vão chegar em 2027 muito mais fortes”, acrescenta.
Ele ressalta os desafios impostos pelo calendário. “O ano de 2026 deve ser um dos mais desafiadores da última década para quem trabalha com eventos corporativos. A combinação de Copa do Mundo, eleições e muitos feriados no primeiro semestre apertou o calendário, fez grandes eventos mudarem de data e levou alguns a cancelarem a edição de 2026 para voltar apenas em 2027. Esses fatores exigem mais planejamento, mais flexibilidade e uma visão estratégica mais apurada. Não será um ano para operar no piloto automático.”
Nesse cenário, os eventos menores serão destaque. “A tendência mais clara é a mudança dos grandes encontros para formatos menores, distribuídos ao longo do ano. Isso reduz risco, aumenta conexão com o público e permite criar experiências mais frequentes e relevantes. Esse formato abre espaço para relacionamentos mais profundos e estratégias mais contínuas”, analisa.
Uso da IA terá vantagens para consumidores e empresas
O uso da IA também é citado como tendência para 2026. A tecnologia permite análise comportamental, recomendação de conteúdo e automação de credenciamento. Os aplicativos para eventos costumam concentrar agenda personalizada, notificações em tempo real, mapas interativos e jogos de engajamento. A personalização, segundo o setor, atende à demanda do consumidor por experiências mais exclusivas.
Aplicativos com IA também realizam o cruzamento de perfis e o agendamento de reuniões antes mesmo do início dos eventos, o que pode favorecer um networking antecipado, o que representa uma vantagem para as empresas.
Desenvolvedores, no entanto, devem se atentar para o fato de que a coleta de dados para análise comportamental exige conformidade estrita com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Isso significa que deve haver transparência sobre o consentimento e o tratamento das informações dos inscritos.
Em conformidade com a lei, os aplicativos podem cortar custos operacionais, eliminar impressões e centralizar processos. Quando geridas de acordo com as normas de privacidade, as informações coletadas por plataforma de venda de ingressos e de eventos possibilitam aos organizadores entender preferências do público, ajustar a programação e melhorar a captação de patrocínios.
Maior adesão aos sistemas cashless
Outra tendência do mercado de entretenimento é o uso de sistemas cashless via radiofrequência (RFID). A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informa que o Brasil lidera índices globais de adesão a tecnologias bancárias, o que ajuda a viabilizar a eliminação de dinheiro físico em eventos.
Para os organizadores, a substituição por pulseiras digitais impacta a segurança e a logística. Em termos de mobilidade em eventos com públicos maiores, o sistema também ajuda a reduzir filas e controlar o consumo do público em tempo real.
O Sebrae corrobora que a tecnologia altera a gestão estratégica. O rastreamento dos pagamentos gera dados de inteligência de negócios, como mapas de calor que mostram a circulação do público. Com essas métricas, as equipes de produção conseguem ajustar estoques e realocar funcionários em tempo real para atender à demanda de consumo.
Biometria facial além dos estádios
Desde 14 de junho de 2025, a Lei Geral do Esporte nº 14.597/2023 impõe o uso de reconhecimento facial biométrico em estádios com capacidade superior a 20 mil pessoas. A medida resultou na extinção de ingressos físicos e QR Codes nessas arenas. A expectativa é que outros tipos de eventos adotem a tecnologia em 2026.
Somente na cidade de São Paulo, empresas especializadas no segmento registraram mais de 5 milhões de acessos em 212 jogos e mantêm milhões de torcedores cadastrados. Na capital, o sistema libera o acesso em média de dois segundos por pessoa e processa cerca de 25 entradas por minuto.
Legado da COP 30 para 2026
O legado da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), sediada em Belém do Pará, em novembro, foi o de boas práticas em gestão de resíduos, energia renovável, compensação de carbono e credenciamento digital.
Um dos destaques do evento internacional foi a inclusão formal de cooperativas de catadores, garantindo, além da reciclagem, um retorno financeiro direto para os trabalhadores locais.


Moradora do Jardim Santa Clara, no Cerrado de Emas reclama da qualidade água fornecida pelo SAEP. Nesta reportagem imagens e vídeos enviados pela denunciante
Falta de Administração mostra abandona do Distrito de Cachoeira de Emas (Recanto Turístico)
Leme. Chamamento para exploração de comércio alimentício no Parque Ecológico Mourão. Veja também inícios das aulas
EXCLUSIVO. Corpo do Tio de Suzane von Richthofen (mentora do assassinato dos pais) foi enterrado em Pirassununga
Leme registra segundo homicídio de 2026 na Estrada da Graminha
Duplo homicídio é registrado em Conchal nesta terça-feira