Retaliação! Vereador ‘Carlinhos de Deus’ registra B.O. após ter água cortada em sua casa pelo SAEP

O vereador Carlos Luiz de Deus (MDB), conhecido como “Carlinhos de Deus” ou “Carlinhos da Santa Fé”, registrou um Boletim de Ocorrência (natureza “outros – não criminal”) na Central de Polícia Judiciária de Pirassununga, na tarde desta sexta-feira (25), tendo como parte envolvida o Serviço de Água e Esgoto de Pirassununga (SAEP), devido ao corte do fornecimento de água para sua casa.
A suspeita seria de uma possível perseguição (retaliação) da área administrava da autarquia, devido o parlamentar, que reside na Rua Santa Inês, na Vila Santa Fé, tem se destacado no Legislativo local por atuar de forma constante na fiscalização das ações do Executivo e das autarquias. Nos últimos meses, Carlinhos apresentou diversos Requerimentos e Pedidos de Informações ao SAEP referente a denúncias de possíveis obras inacabadas e eventual desperdício de recursos públicos.

Entre os alvos das fiscalizações do vereador estão as Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) “Laranja Azeda” e “Santa Fé”, a Estação de Tratamento de Água (ETA/Lodo), além da rede de captação de esgoto que atende o Jardim Millennium, interligando o Parque Industrial “Guilherme Miller Filho” à ETE Laranja Azeda.
Relato do ocorrido
De acordo com o registro policial feito por volta das 12h44, o parlamentar relatou que, em 27 de maio de 2026, equipes do SAEP estiveram em sua residência para monitorar a pressão da água na via pública — serviço executado por meio da agência reguladora ARES-PCJ. Na ocasião, foi instalado na calçada/imóvel, um equipamento de medição do tipo datalogger, que permaneceu no local por cerca de sete dias.
Durante a instalação, acompanhada por um servidor do SAEP, houve uma intervenção no cavalete de abastecimento da casa. Sete dias depois, ao retirarem o aparelho, os funcionários não recolocaram o lacre do hidrômetro.

Ainda segundo o vereador, na manhã desta sexta-feira (25 de setembro), servidores da autarquia retornaram à sua propriedade e efetuaram o desligamento do fornecimento de água do imóvel, motivo pelo qual ele procurou o plantão policial para formalizar o registro dos fatos.
A reportagem deste portal levantou informações sobre o ocorrido com a sua instalação e gostaria de esclarecer os pontos detalhadamente:
- Quem esteve no local: A visita foi realizada por um prestador de serviços contratado pela ARES-PCJ para efetuar o monitoramento da pressão de abastecimento, por meio da instalação de um equipamento chamado data-logger.
- Acompanhamento da SAEP: Todo o procedimento é realizado com o acompanhamento da SAEP. Inclusive, qualquer intervenção na caixa padrão ou no cavalete é feita exclusivamente pela equipe da SAEP — o nosso prestador contratado não possui autorização para mexer diretamente na instalação.
- Registros e Lacres: O procedimento é totalmente registrado com fotos de “antes” e “depois”. Ao verificar as imagens, constatou-se que o único lacre envolvido é o da caixa padrão, cuja abertura e responsabilidade de reposição cabem à SAEP.
- Data da intervenção: A instalação do equipamento ocorreu no dia 27/05/2026.

NOTA PÚBLICA / MANIFESTAÇÃO OFICIAL do Vereador “Calinhos de Deus/Santa Fé”
Assunto: Denúncia de Corte Indevido de Água e Perseguição Política
Venho a público registrar e esclarecer os fatos ocorridos em relação à interrupção e posterior religamento do fornecimento de água em minha residência/propriedade:
1. Religamento do Serviço:
Conforme constado e verificado formalmente no próprio sistema/site às 13h45, o fornecimento de água foi devidamente religado. A ação de religamento só ocorreu após a nossa movimentação e cobrança direta no local.
2. Divergência de Justificativas (Alegação de “Engano”):
A justificativa apresentada pelas autoridades/empresa de que o corte teria ocorrido por “um engano” não condiz com a realidade dos fatos. Trata-se, visivelmente, de uma atitude de perseguição política, armada de forma arbitrária.
3. Ausência de Transparência e Informação:
Busquei de todas as formas obter informações oficiais junto aos órgãos responsáveis para saber:
– O que foi efetivamente registrado no relatório da equipe/leiturista que esteve no local;
– Quem foi a autoridade ou responsável que deu a ordem de corte;
– Qual o motivo formal alegado para tal ato.
Até o presente momento, nenhuma informação ou esclarecimento me foi fornecido, evidenciando a falta de transparência do processo.
4. Medidas Cabíveis e Denúncia aos Órgãos Competentes:
Diante da gravidade da situação, informo que um relatório detalhado dos fatos será encaminhado à ARES-PCJ / SPCJ (Agência Reguladora).
Não me calarei diante de injustiças e perseguições. Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis já estão sendo tomadas para responsabilizar os envolvidos.

Da Redação: Ao SAEP, o espaço está aberto para informações sobre a confirmação da recolocação do lacre da caixa padrão e do ocorrido.


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