Rave realizada, dúvidas permanecem: pontos ainda não esclarecidos em Pirassununga

Na foto acima imagem de abordagem da Polícia em jovens que seguiam para o evento.
Nos últimos dias, tem se consolidado nas redes sociais a ideia de que o Festival Terra Viva (rave), realizado na zona rural de Pirassununga nos dias 2 e 3 de maio, ocorreu de forma regular e dentro da legalidade. Mas será?
Não se trata de um evento isolado. Já há três novos eventos previstos para o mesmo local, alguns com ingressos à venda, o que caracteriza uma atividade contínua, com impactos potencialmente cumulativos.
Persistem dúvidas sobre a fiscalização na prática.
Quem acompanhou estruturas como fossas, banheiros químicos, uso intensivo de água e geradores a diesel?
Houve controle efetivo para evitar impactos no solo, no lençol freático, em áreas de APP, cursos d’água e nascentes?
Também há questionamentos sobre o cumprimento das regras previstas em TAC.
A proibição de fogos e efeitos com chamas foi respeitada?
O controle de entrada de menores foi efetivo?
O suporte veterinário no canil municipal ocorreu de forma contínua?
Sobre o canil, foi divulgado que câmeras teriam mostrado animais tranquilos durante toda a rave. Mas quem acompanhou essas imagens? Houve verificação técnica independente ou apenas por pessoas ligadas ao evento, à organização ou a interesses locais? Existem registros isentos que comprovem essas conclusões?
E como isso se relaciona com relatos de que animais em canis e propriedades vizinhas teriam apresentado forte agitação?
Ainda sobre a fauna, surgem dúvidas relevantes: houve algum tipo de intervenção nos animais, como uso de substâncias para induzir tranquilidade?
E quanto ao manejo de fauna silvestre: há informações de contrato com veterinário para eventual afugentamento. Esse procedimento foi realizado? Se foi, com qual autorização e critério técnico? Se não foi, quem fiscalizou?
Nas redes sociais dos próprios organizadores, vídeos mostram efeitos de chamas durante a rave. Essas imagens correspondem ao evento? Houve fiscalização do cumprimento das restrições?
Também circulam vídeos que, segundo comentários, sugerem a possível presença de menores. Trata-se apenas de impressão ou houve falhas no controle de acesso? O Conselho Tutelar esteve presente durante todo o evento?
Outro ponto relevante foi a mobilização das forças de segurança, com atuação expressiva e apreensões. Como isso foi considerado na avaliação geral da rave? E qual foi o impacto dessa mobilização para o restante da população?
Ações divulgadas, como coleta de recicláveis e iniciativas sociais, são positivas, mas não substituem análise técnica completa — nem afastam questionamentos legítimos.
Por fim, quantas pessoas participaram efetivamente do evento? Quem realizou essa contagem? E qual foi a arrecadação de tributos e sua fiscalização?
Diante disso, o que existe hoje não é uma conclusão definitiva, mas um conjunto de dúvidas que ainda precisam ser esclarecidas.
Mais do que um único evento, a questão é como esse tipo de rave está sendo autorizado e fiscalizado.
A população tem o direito de entender. Perguntar não é atacar — é buscar transparência.
A redação segue acompanhando o caso, que ainda está longe de ser encerrado.


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