O SAEP de Pirassununga se superou: agora a ineficiência também é de engenharia

O Serviço de Água e Esgoto de Pirassununga (SAEP) não para de inovar. A novidade da vez é a “criação” de um inédito concreto feito exclusivamente com areia fina — uma suposta revolução para a construção civil, na qual a areia grossa foi sumariamente descartada.
A reportagem pôde constatar o fato na manhã desta terça-feira (18), quando trabalhadores realizavam o reparo de uma calçada no final da Rua Major Pereira, sobre o Ribeirão do Ouro.
No entanto, o uso exclusivo de areia fina no concreto passa longe de ser eficiente e compromete seriamente a qualidade estrutural. O padrão recomendado para a produção de concreto é a areia média ou grossa. A areia fina exige muito mais água na mistura, o que resulta em um concreto poroso, fraco e fadado a trincas e fissuras.

Entenda por que a areia fina prejudica o concreto:
- Excesso de água: Por ter grãos muito miúdos, a areia fina tem maior área de superfície e exige mais água para dar liga à massa.
- Queda de resistência: Quanto mais água é adicionada à mistura, menor é a resistência final do concreto após a cura.
- Retração e rachaduras: O excesso de água e areia fina gera maior retração volumétrica, provocando fissuras precoces.

A aplicação correta para cada tipo de areia:
- Areia Fina: Indicada apenas para acabamentos e finos detalhes, como argamassa de reboco (interno e externo).
- Areia Média: Ideal para contrapisos, assentamento de tijolos/blocos e concretos de resistência moderada.
- Areia Grossa: A mais indicada para concretos estruturais e calçadas, pois garante melhor atrito interno e aderência junto à brita.
A escolha inadequada do material pelo SAEP não é apenas um erro técnico, mas também desperdício de dinheiro público em obras que precisarão de refazimento em breve.
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A nova “tecnologia” do SAEP de Pirassununga: concreto fraco feito com areia fina
Parece que o SAEP resolveu revolucionar a engenharia civil. Na manhã desta terça-feira (18), nossa reportagem flagrou uma equipe realizando o reparo da calçada no final da Rua Major Pereira, sobre o Ribeirão do Ouro, utilizando uma técnica bastante peculiar: concreto preparado apenas com areia fina.
O problema? A ciência e a prática da construção civil ensinam exatamente o oposto.
A areia fina atua como uma “esponja” na massa, exigindo uma quantidade desproporcional de água para dar liga. O resultado dessa mistura improvisada é um concreto poroso, de baixa resistência e com alta tendência a trincar no primeiro sol forte.

Qualquer pedreiro ou engenheiro sabe a regra básica:
- Areia fina serve para reboco e acabamento liso.
- Areia média e grossa serve para concreto, calçadas, pilares e estruturas.
Usar o material errado em uma obra pública é atestado de amadorismo. O resultado dessa “inovação” do SAEP o morador de Pirassununga já conhece: a calçada vai esfarelar e o contribuinte terá que pagar pelo serviço duas vezes.
Principais alterações feitas em relação ao original:
- Remoção de trechos fora de contexto: O texto original terminava com perguntas como “Se você estiver planejando uma concretagem, me diga…”, o que parecia uma resposta copiada de um chat interativo e não fazia sentido em uma reportagem.
- Correção de concordância e ritmo: Ajuste em pontuações e construção das frases para dar fluidez à leitura.
- Reforço do foco da denúncia: A explicação técnica foi mantida, mas vinculada ao fato de ser um erro de gestão e gasto público.


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