“O estado lhe deve um pedido de perdão”: a busca de um filho para encontrar a mãe desaparecida há 51 anos

Por cinco décadas, Cledoaldo Ribeiro da Silva viveu com uma ferida na alma: a certeza de ter sido abandonado. Hoje, uma decisão judicial histórica não apenas reescreveu seu passado, mas revelou uma verdade ainda mais sombria: sua mãe não apenas foi separada dele, ela está desaparecida desde que esteve sob a guarda do Estado. A busca, agora, é por respostas e por um reencontro que a história lhe deve.
Imagine ser um menino de sete anos. Nos corredores frios de um orfanato, você ouve os outros garotos falarem sobre suas mães, sobre o almoço de domingo, sobre o abraço antes de dormir. E você se encolhe, se afasta, porque a única história que conhece sobre sua mãe é a do abandono. Essa foi a infância de Cledoaldo Ribeiro da Silva.
Sua história, no entanto, começou de outra forma. Em 1973, sua mãe, Maria Helena Ribeiro, uma jovem de apenas 16 anos, chegou a São Paulo com ele, um bebê de nove meses, nos braços. Desamparada, ela foi abordada e o Estado interveio. A promessa era de auxílio, de um retorno seguro para a casa de uma tia em Bauru. Mas o que aconteceu foi uma separação. E um desaparecimento.
Cledoaldo cresceu passando por inúmeras instituições, carregando um sobrenome que não lhe trazia referências e uma dor que o levou aos abismos mais profundos. A depressão, o álcool, a vida nas ruas. Tudo era uma consequência daquele vazio original, daquela rejeição que, como ele viria a descobrir, nunca existiu.
O Advogado que se Tornou um Amigo e Resgatou uma Vida
A verdade, oculta por quase meio século, só emergiu graças a uma aliança de técnica e humanidade. Mais do que um “advogado valoroso” — como o próprio juiz o descreveu na sentença —, Dr. Yuri Biasoli foi o instrumento do resgate da história de Cledoaldo. Formado em 2018 pela Universidade de Taubaté (UNITAU) e com especializações em Direito Público, Imobiliário e Planejamento Familiar e Sucessório, Yuri utilizou sua técnica espetacular para navegar por décadas de arquivos esquecidos.
Mas sua atuação transcendeu a perícia jurídica. Yuri revelou-se uma pessoa profundamente humanitária, que não mediu esforços para ajudar Cledoaldo a encontrar sua verdadeira história. O que começou como uma relação profissional transformou-se em uma amizade sólida. Hoje, Yuri e Cledoaldo são grandes amigos e buscam juntos, lado a lado, por Maria Helena Ribeiro.
A sentença que reconheceu o erro do Estado é um documento de uma humanidade rara. Nela, o magistrado se dirige diretamente a Cledoaldo e declara, em um veredito que transcende o processo: “o Estado lhe deve mais do que uma indenização. O Estado lhe deve um pedido de perdão!”.
Hoje, vivendo em São João da Boa Vista, Cledoaldo se agarra a esse perdão e a uma nova esperança. A dor deu lugar a um propósito. A verdade, porém, ainda está incompleta. Onde está Maria Helena?

UMA MÃE DESAPARECIDA PELO ESTADO
É crucial frisar que a mãe do autor é, na verdade, uma pessoa DESAPARECIDA. Não existem documentos hábeis para comprovar se, de fato, Maria Helena entrou em uma “perua” e se foi deixada junto de seus familiares. A última notícia que se tem sobre ela é que a mesma estava em poder do Estado e, posteriormente a isso, desapareceu de todos e quaisquer registros.
É importante salientar que, conforme o prontuário de Maria Helena, seu desaparecimento ocorreu em 1973, ano que ainda vigorava a ditadura militar, período marcado por diversos desaparecimentos forçados. Some-se a isso a sua condição de vulnerabilidade: era menor de idade e preta. Os documentos são contraditórios: um deles indica que ela seria reconduzida com passagem ferroviária junto de seu filho, o que não aconteceu. Outro, sem qualquer prova, apenas informa que ela foi “recambiada”, mas não existe informação sobre como, para onde, ou em que circunstâncias. O Estado falhou em seu dever de proteção e cuidado, deixando uma jovem mãe à mercê de um destino incerto e cruel.
UMA CRUZADA NACIONAL: AJUDE A ENCONTRAR MARIA HELENA!
Esta não é mais apenas a busca de um homem. É uma causa que clama pela atenção de todo o país para solucionar um desaparecimento. A Justiça fez a sua parte. Agora, a sociedade pode fazer a sua.
Fazemos um apelo direto e urgente a autoridades, à imprensa, às redes de televisão, a influenciadores digitais e a cada cidadão brasileiro: ajudem-nos a encontrar Maria Helena Ribeiro. Usem seu alcance, suas plataformas e suas vozes para compartilhar esta história.
Vamos transformar esta busca em uma corrente nacional de solidariedade.
COMPARTILHE ESTAS INFORMAÇÕES:
- QUEM PROCURAMOS?
Maria Helena Ribeiro. Hoje, ela teria aproximadamente 68 anos.
- DE ONDE ELA É?
Natural de Bauru/SP.
- QUEM ELA CONHECIA EM 1973?
Sua tia, Albertina Pereira, que morava no bairro Bela Vista, em Bauru. O pai de Cledoaldo, na época, era Manoel Ribeiro da Silva.
Qualquer informação, qualquer lembrança, por mais antiga que pareça, pode ser a chave para desvendar o que aconteceu com esta jovem mãe. Vamos dar a Cledoaldo as respostas e o abraço que lhe foram negados por 51 anos.


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