IMPASSE AMBIENTAL: Limite no aterro e picador de galhos abandonado ameaçam o sustento de jardineiros em Pirassununga

Imagem acima – Jardineiros nos estúdios da Mundial FM Pirassununga
Um grupo de mais de dez trabalhadores informais e autônomos da jardinagem (representando cerca de uma centena) denuncia o impacto direto de uma medida da administração municipal, tendo o como prefeito Fernando Lubrechet (NOVO), que limita o descarte de resíduos de poda e ameaça a limpeza urbana da cidade.
Uma nova medida adotada pela administração pública de Pirassununga deflagrou um sério impasse social, econômico e ambiental no município. Mais de dez jardineiros — trabalhadores informais e autônomos que dependem do serviço diário para sustentar suas famílias (representando cerca de mais de 100 trabalhadores)— estão sendo gravemente prejudicados por restrições impostas no descarte de resíduos vegetais no Aterro Sanitário Municipal.
Liderados pelo jardineiro Emanuel, os trabalhadores procuraram a equipe do portal reporternaressi.com.br e do programa A Voz do Povo (transmitido em rede pelas rádios web Mundial FM, Pirassununga e Piracema Plus, além das redes sociais no Facebook, Instagram, YouTube e TikTok).
Durante a transmissão, que durou mais de uma hora e teve grande repercussão popular, o grupo manifestou perplexidade com as recentes exigências do Poder Executivo.
O nó da questão: limite de descarte e destino incerto
A principal reclamação dos profissionais gira em torno do limite fixado pela Prefeitura: cada trabalhador só pode descartar no aterro sanitário até 3 m³ de resíduos de jardinagem.
O grande problema é que a administração não apontou nenhuma alternativa ou local adequado para a destinação do volume excedente.

Foto dos Jardineiros no estúdio durante o programa jornalístico
“Nós fazemos a poda, limpamos as propriedades e, muitas vezes, cuidamos por conta própria de praças e espaços públicos mantidos pela própria comunidade. Depois de recolher todo o material, para onde vamos levar o que passar dos 3 metros cúbicos?”, questionam os trabalhadores.

Parte dos Jardineiros no programa jornalístico
A medida coloca os profissionais em uma encruzilhada: ou deixam de realizar os serviços e perdem sua fonte de renda, ou correm o risco de cometer descarte irregular por falta de estrutura pública adequada.
Revelação na Câmara: máquina doada pelo Estado segue parada
A situação ganhou contornos ainda mais graves durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Pirassununga, realizada na última segunda-feira (31).
Denúncias apresentadas no Legislativo revelaram que o município detém, há alguns anos, um picador/triturador de resíduos de madeira e jardinagem, doado pelo Governo do Estado de São Paulo. O equipamento, no entanto, nunca foi colocado em operação.
Conforme destacou o vereador Carlos Luiz de Deus (Carlinhos) durante pronunciamento em plenário:

Jardineiros na Câmara Municipal
“O município ganhou esse picador do Governo do Estado e ele está lá encostado até hoje. Para resolver boa parte desse problema, basta colocar óleo combustível e colocar a máquina para funcionar.”
Requerimento de cobrança assinado por 8 vereadores
Orientados pelo radialista Ademir Naressi, os jardineiros compareceram à sessão da Câmara Municipal (da segunda-feira, 31 de agosto), para acompanhar o debate e cobrar posicionamento dos representantes do povo.
Reconhecendo a urgência da pauta, 8 vereadores — exercendo o papel constitucional de fiscalizadores do Poder Executivo — assinaram e protocolaram um requerimento formal cobrando explicações detalhadas da Prefeitura sobre a destinação dos resíduos e a inatividade do equipamento público.
Subscreveram a cobrança oficial os parlamentares:
- Carlos Luiz de Deus (Carlinhos)
- Wallace Ananias Freitas Bruno
- Du da Farmácia
- Welington Cintra
- Gigio
- Luciana do Lessio
- Sandra Vadala
- Mirelle Bueno
O que diz a legislação e o impacto para Pirassununga
A omissão no uso do triturador de galhos contraria diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/2010), que estimula o reaproveitamento e a compostagem de resíduos orgânicos em vez do simples encerramento em aterros sanitários.

Emanuel, jardineiro, levantando a ‘bandeiras’ dos profissionais
Enquanto a Prefeitura não apresenta uma solução definitiva nem coloca o equipamento (doado pelo governo do estado) em funcionamento, a população corre o risco de ver a cidade tomada por mato alto, acúmulo de entulho e desemprego entre os trabalhadores informais da jardinagem.
O portal reporternaressi.com.br e o programa A Voz do Povo (Rádios Webs (Mundial FM Pirassununga e Piracema plus), continuam acompanhando o caso e deixam o espaço aberto para que a administração pública municipal se manifeste sobre as providências que serão tomadas.


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