Golpes virtuais: Polícia de Pirassununga alerta para fraudes em compras e vendas pela internet

Média de três boletins de ocorrência são registrados diariamente na cidade; casos recentes envolvem a compra de uma betoneira e a venda de uma motocicleta por redes sociais.
O registro de boletins de ocorrência por estelionato é uma rotina nas delegacias de todo o país, e em Pirassununga a realidade não é diferente. Na cidade, a média é de pelo menos três ocorrências diárias desse tipo de crime.
Apenas nesta semana que encerra o mês de outubro, dois casos emblemáticos chamaram a atenção das autoridades policiais. No primeiro, um pedreiro foi lesado após comprar uma betoneira negociada por aplicativo de mensagens (WhatsApp). No segundo caso, um operador de máquinas de uma empresa local acabou vítima de um golpe ao tentar vender sua motocicleta por meio de anúncios na internet, seja pelo WhatsApp ou pelo Facebook. Tanto o comprador quanto o vendedor sofreram prejuízos financeiros.
Diante do aumento de crimes dessa natureza, a Polícia Civil reforça o alerta à população: nenhuma transação comercial deve ser realizada sem consulta prévia junto à rede bancária, especialmente em negociações iniciadas pelo WhatsApp e redes sociais. A recomendação é clara — procure a polícia ou consulte alguém de sua inteira confiança antes de concretizar qualquer negócio online.
Operador de máquina cai no “golpe do intermediário” ao vender moto pelo Facebook em Pirassununga
Um operador de máquina, de 33 anos, foi vítima de um estelionato na última sexta-feira (30), em Pirassununga. O crime seguiu o clássico “golpe do intermediário” (ou golpe da OLX/Facebook), em que o fraudador manipula tanto o vendedor quanto o comprador para que nenhum desconfie da fraude até que seja tarde demais. O caso foi registrado no plantão policial da CPJ (Central de Polícia Judiciária).
O anúncio e a negociação
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima anunciou a venda de sua motocicleta — uma Honda/CG 150 Titan ESD, cor prata, ano 2006/2007 — no Marketplace do Facebook.
Ainda no dia do anúncio, um indivíduo que se identificou como Vornei entrou em contato por meio do telefone (19) XXX92-1XXX. Após negociações, eles fecharam o valor de R$ 8.500,00 à vista.
O esquema do golpe
Vornei convenceu o vendedor de que um “cliente” seu, identificado como Ednaldo (portador do RG nº X e CPF nº X), iria até o local para buscar a motocicleta logo após efetuar o pagamento.
Como a vítima estava em horário de trabalho na empresa, ficou acordado que o encontro ocorreria no estacionamento da própria empresa, por volta das 12h30.
Ednaldo compareceu ao local acompanhado de outro colega em um carro. Ele chegou a testar a moto dando uma volta pelo estacionamento — momento em que Vornei orientou a vítima, via WhatsApp, a filmar o teste e lhe enviar o vídeo.
A consumação do crime
Após o teste, decidiram finalizar a transação. A vítima entrou no carro em que Ednaldo e o colega estavam e foram até o estacionamento X Veículos, onde o operador pretendia usar o dinheiro da venda como entrada na compra de um automóvel.
No local, passaram a aguardar a confirmação do Pix que Vornei prometera realizar assim que Ednaldo “fechasse negócio com ele”. Em determinado momento, o condutor do veículo alegou que precisava ir embora para casa pois iria trabalhar.
Sob essa pressão e confiando na promessa do Pix, a vítima acabou liberando a moto para Ednaldo e permaneceu no estacionamento aguardando o dinheiro. Cerca de 15 minutos depois, sem receber qualquer valor e alertado pelo proprietário do estacionamento de que se tratava de um golpe, o operador de máquinas percebeu que havia sido enganado.
Providências
A vítima compareceu à CPJ para registrar o Boletim de Ocorrência, solicitou o bloqueio imediato da motocicleta e informou que posteriormente repassará à polícia o histórico das conversas de WhatsApp, após recarregar e organizar as mensagens do celular.
Pedreiro ‘caiu’ no golpe de compra de ‘betoneira’
Um pedreiro de 52 anos, residente na Avenida São Lucas (Vila Santa Fé / Cerrado de Emas, em Pirassununga), compareceu à CPJ (Central de Polícia Judiciária) no final da manhã deste sábado (31) para registrar um boletim de ocorrência por estelionato.
Segundo o relato, no dia 25 de outubro de 2026, ele comprou uma betoneira por R$ 2.029,00 através do aplicativo Shopee, parcelando o valor em 12 vezes de R$ 169,20 no cartão de crédito. No dia seguinte (26/10), recebeu uma ligação do número (21) XXX13-59XX de um suposto atendente do suporte de envios da plataforma. O golpista alegou que, devido ao peso da betoneira, a entrega exigia uma transportadora e seria necessário um pagamento adicional de R$ 199,00 para liberar o frete.
Para efetuar a cobrança, foi enviado um link de PIX em favor da empresa GOLD TECNOLOGIA SYSTEM (CNPJ: …). Após realizar a transferência, a vítima desconfiou da situação e entrou em contato com os canais oficiais da Shopee, sendo informada de que a cobrança era falsa e que vários outros clientes relataram o mesmo golpe. Diante disso, o pedreiro cancelou a compra no cartão de crédito e acionou o Banco do Brasil para contestar o PIX.
Imagem/Arquivo


Saúde musculoesquelética: quando buscar um especialista?
Homem é suspeito de furtar dinheiro de veículo no Jardim São Valentim, na zona norte
Celular do Conselho Tutelar é furtado e gera ‘especulação’ sobre a segurança do patrimônio público
Polícia Ambiental realizou ‘operação’ Pré-Piracema nos rios Mogi Guaçu e Piracicaba
Tolerância Zero: PM prende jovem e apreende adolescente em operação estratégica em Leme
SAEP. Universaliza SP, uma privatização ‘disfarçada’