Entrevista. Vereador Yuri Biasoli presta contas e reafirma oposição ao aumento de salários em S.C. das Palmeiras para a classe política

Em entrevista concedida para o radialista Ademir Naressi, ao programa A Voz do Povo, levado ao ar nesta quinta-feira (29), pelas Webs Rádios Mundial FM Pirassununga e Pirassununga, também com transmissões com transmissão simultânea no facebook/reporternaressi; facebook/mundialfmpirassununga; Instagram/reporternaressi; Instagram/mundialfmpirassununga; TikTok e YouTube/mundialfmpirassununga, o vereador Yuri Biazzoli (Santa Cruz das Palmeiras) apresentou um balanço detalhado de suas ações no Poder Legislativo municipal.
Durante duas horas de transmissão — das 11h às 13h —, o parlamentar prestou contas de sua atuação, destacando o compromisso com um trabalho sério, fiscalizador e célere em prol da comunidade palmeirense. A entrevista teve a participação especial do suplente de vereador de Pirassununga, o popular Sargento Anderson.
Um dos pontos de maior repercussão durante o programa foi o posicionamento firme do vereador contra a proposta apresentada por oito parlamentares da base governamental do prefeito Fernando, que prevê o reajuste nos vencimentos dos vereadores, do prefeito e do vice-prefeito.
Posicionamento taxativo e em defesa do contribuinte
Integrante do grupo minoritário na Câmara — composto por apenas três vereadores contrários à medida —, Yuri Biazzoli foi categórico ao rejeitar o projeto e assegurar que não participará de articulações para a elevação de subsídios no município:

“Meu trabalho é fiscalizar, legislar e ajudar o município e o Poder Executivo. Porém, não compactuo com situações erradas que venham a prejudicar os cidadãos que pagam seus impostos na cidade onde nasci, onde moro, onde cresci, estudei e onde recebi a confiança dos votos para representar toda a população palmeirense.”
O parlamentar enfatizou que o papel fundamental do Legislativo é assegurar a aplicação responsável dos recursos públicos, priorizando investimentos diretos em serviços essenciais para a população em vez do aumento de despesas com a folha política.
Entenda a proposta de reajuste
Confira abaixo o detalhamento sobre as projeções e os valores propostos pela base governamental para os próximos vencimentos do Executivo e Legislativo municipal:
Vereadores de SC Palmeiras propões salários de R$ 5,5 mil por mês para trabalhar apenas dois dias
Oito vereadores do legislativo palmeirense querem garantir um salário mensal de R$ 5.500,00 para comparecer a apenas duas Sessões Ordinárias por semana. Somadas, as duas reuniões semanais sequer somam 8 horas de trabalho. Na prática, isso representa uma remuneração de R$ 2.750,00 por “dia trabalhado” ou o equivalente a R$ 687,00 por hora de sessão, isto se as duas sessões juntas durarem 8 horas.
Autoria da proposta
O projeto foi assinado pelos vereadores Adriano Henrique Martins, Antônio Carlos Rodrigues de Oliveira, Celina Maria da Silva Rizzi, Francisco de Assis da Silva, Jailton Fonseca Teixeira, Jaime José Piram, Luís Afonso Bazo Zandoná e Maicon Josué Finesi Ferreira. Os parlamentares Yuri Biasoli, Deivison Luís Correia e Rafael Luís Custódio não assinam o texto. Vale destacar que a assinatura do projeto indica autoria, não voto definitivo.

Reajuste para vereadores
Paralelamente, a Câmara discute outra proposta que reajusta a remuneração dos próprios parlamentares em 144,12%. Se aprovado, o subsídio dos vereadores passará de R$ 2.253 para R$ 5.500, enquanto a remuneração do presidente da Casa subirá de R$ 3.379,50 para R$ 8.250.
Projeto de Lei prevê reajustes de até 91% para o Executivo a partir de 2029; legislativo também estuda aumento de 144% nos próprios subsídios.
A Câmara Municipal de Santa Cruz das Palmeiras recebeu, no dia 16 de outubro, o Projeto de Lei nº 78/2026. Assinada por oito vereadores, a proposta prevê elevar os subsídios mensais do prefeito de R$ 13.498,36 para R$ 21 mil (alta de 55,57%) e os do vice-prefeito de R$ 5.234,08 para R$ 10 mil (alta de 91,06%).
Caso seja aprovada, a medida entrará em vigor em 1º de janeiro de 2029, no início da próxima legislatura. A mudança gerará uma despesa adicional de R$ 91.500,00 mensais ao cofre municipal — cerca de R$ 1.098.000,00 mil por ano, sem considerar parcelas adicionais previstas em lei.
Impacto orçamentário e serviços públicos
A tramitação ocorre em meio aos desafios orçamentários do município. A Prefeitura de Santa Cruz das Palmeiras aponta que a receita atual é insuficiente para cobrir todas as demandas da cidade. O debate levanta questionamentos sobre a priorização de recursos em áreas cruciais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.
Ambos os projetos seguem em análise pelas comissões da Câmara e ainda precisarão passar por votação no plenário.


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