SAÚDE NO VERMELHO: O apagão dos remédios em Pirassununga

Por Cincinato
FALTAM REMÉDIOS ESSENCIAIS EM TODAS AS UBSs DA CIDADE
Chegar ao posto de saúde com a receita médica na mão e voltar para casa de sacola vazia deixou de ser uma exceção lamentável em Pirassununga para se tornar a regra cruel do dia a dia. Um levantamento amplo sobre a situação da saúde municipal revela uma realidade alarmante: a falta de medicamentos essenciais é geral e atinge a totalidade das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da rede pública.
O Drama no Balcão: O Peso no Bolso do Trabalhador
Não estamos falando de itens supérfluos ou de uso pontual. A escassez atinge em cheio os medicamentos de uso contínuo — aqueles voltados para o controle da pressão arterial, diabetes, problemas cardíacos e tratamentos de saúde mental. Para o aposentado, o trabalhador e as famílias de baixa renda, interromper o uso desses remédios não é uma opção; é um risco real de complicações graves, internações e até morte. Quem não tem como esperar a boa vontade da administração é forçado a tirar do orçamento da feira e do aluguel para comprar o que o Município tem a obrigação constitucional de fornecer.
A “Avenida” da Gestão:
Incompetência Generalizada e Falha de Planejamento
Se a falta de remédios ocorresse em apenas um bairro, poderíamos falar em falha pontual de entrega. Mas o desabastecimento irrestrito em todas as UBSs escancara um problema muito mais profundo: o colapso na gestão da Secretaria de Saúde.
- Licitações emperradas: Falta de previsão e incapacidade de gerir processos de compra no tempo correto.
- Falta de transparência: A população não sabe quando o estoque será reposto e fica à mercê de respostas evasivas nos balcões.
- Gestão no escuro: A prefeitura falha no básico, que é manter o estoque mínimo para garantir a dignidade do cidadão.
A saúde pública não pode ser tratada com improviso. O morador de Pirassununga paga seus impostos em dia e exige mais do que desculpas burocráticas: exige remédio na prateleira e respeito no atendimento. O espaço está aberto para que a administração municipal apresente, com urgência, o cronograma real e imediato de reabastecimento de toda a rede.
A SAGA DO TRANSPORTE DE PACIENTES
O Calvário Fora de Casa: Transporte Sucateado e Humilhação nas Estradas
Como se não bastasse a saga da sacola vazia na porta das UBSs locais, o cidadão pirassununguense que precisa de atendimento especializado fora do município enfrenta um verdadeiro calvário no transporte da saúde. Pacientes em tratamento oncológico, hemodiálise e exames de alta complexidade sofrem com viagens desgastantes em veículos sem manutenção adequada, atrasos constantes na busca e no retorno, e uma logística desumana que deixa idosos e doentes esperando por horas nas portas dos hospitais regionais.
A pergunta que fica é simples: se a prefeitura não consegue garantir o remédio na farmácia do posto e nem o transporte digno para quem precisa se tratar fora, para onde está indo o dinheiro da saúde de Pirassununga?


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