Pirassununga. O Apagão da Gestão: Inconstitucionalidade e “Crime Contra a Saúde Pública” no SAEP

Se a população achava que a crise em Pirassununga já havia atingido o fundo do poço, os bastidores desta semana mostram que o fosso é ainda mais profundo. Enquanto a Câmara Municipal se prepara para a votação do processo de cassação, o Executivo empilha trapalhadas jurídicas, descaso social e uma omissão perigosa que ameaça até mesmo a água que chega às nossas torneiras.
O ditado da vez em Pirassununga: “Ou acabamos com as saúvas, ou as saúvas acabarão com o SAEP e Pirassununga, em uma adaptação do clássico de Monteiro Lobato” com faz em seus artigos o pirassununuense Cincinato.
Trote no Funcionalismo: O Fiasco do PDV Inconstitucional
Não bastasse a asfixia financeira sobre as entidades e a área da saúde, a articulação jurídica do Governo voltou a dar um espetáculo de amadorismo na tribuna. O Executivo tentou empurrar goela abaixo na Câmara, um Projeto de Lei referente ao PDV (Programa de Demissão Voluntária) recheado de artigos manifestamente inconstitucionais.
Mexer com o funcionalismo público municipal através de um texto eivado de vícios jurídicos escancara o desespero de uma gestão sem rumo. A oposição desceu a lenha e desmascarou o projeto, mostrando que o Executivo perdeu completamente a bússola da legalidade.
Bomba de Efeito Retardado no SAEP: Reservatórios Desprotegidos e Patrimônio Abandonado
A situação ganha contornos de crime contra a saúde pública quando olhamos para o Serviço de Água e Esgoto de Pirassununga (SAEP). Funcionários e técnicos do setor apontam um desmonte total no controle de perdas invisíveis e na segurança da autarquia.
E pensar que o combate às perdas de água foi um dos grandes motes de campanha do atual prefeito! No entanto, em vez de incrementar o antigo Setor de Controle de Perdas — que já vinha evoluindo a passos largos —, o atual superintendente fez exatamente o oposto: promoveu o sucateamento da estrutura.
Foram para o ralo:
- O monitoramento contínuo dos níveis dos reservatórios;
- O trabalho de geofonamento para caçar vazamentos invisíveis;
- A setorização da distribuição;
- O uso de macromedidores e o manejo de válvulas reguladoras de pressão e vazão.
Um retrocesso inexplicável.
Vulnerabilidade, Riscos e Desperdício
Para piorar o cenário de abandono técnico, a falta de segurança física e patrimonial nas instalações acende o alerta máximo:
- Vulnerabilidade Total: Reservatórios de água potável e Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) estão entregues ao descaso, sem vigilância, com alambrados destruídos e sem qualquer monitoramento por câmeras.
- Risco à Saúde Pública: Caixas d’água sem lacres adequados e sem proteção perimetral ficam expostas a invasões, vandalismo e à contaminação da água consumida pelas famílias pirassununguenses.
- Prejuízo ao Erário e Desperdício: Instalações sem ronda operam como um convite aberto ao furto de cabos, bombas e equipamentos caros.
- Desperdício Inaceitável: A falta de controle automatizado faz com que os reservatórios transbordem. Essa água tratada — que custou insumos e dinheiro público — escoa inutilmente pelas ruas, gerando prejuízos financeiros gigantescos e desperdício de recursos hídricos.
Desumanidade e Desmonte da Vigilância
A mando do atual superintendente, as casas anexas aos reservatórios estão sendo sumariamente demolidas, sem qualquer empatia ou consideração pelas famílias dos servidores.
Historicamente, esses funcionários moravam no local, pagavam suas contas de água e luz e, em contrapartida, atuavam como zeladores e guardiões 24 horas do patrimônio público. A expulsão dessas famílias e a demolição das residências escancaram não apenas uma atitude desumana, mas a eliminação deliberada da última barreira de proteção que restava nesses reservatórios.
Diante da destruição de investimentos consolidados e da omissão operacional, o caso exige Requerimentos de Fiscalização urgentíssimos na Câmara e denúncia formal ao Ministério Público para apurar os danos ao patrimônio público e a ameaça direta à saúde da população.
A Hora da Verdade
Do desmonte do saneamento aos projetos inconstitucionais, passando por ruas tomadas pelo mato e cobertas de buracos, o retrato de Pirassununga é de puro abandono. Na votação da cassação, os vereadores não julgarão apenas um nome, mas sim se cumprem o dever de proteger a cidade deste colapso generalizado.


Nota Oficial – Prefeitura de Leme esclarece informações sobre o transporte público municipal
Defesa Civil prevê primavera marcada por calor intenso e temporais frequentes em São Paulo
Onda de furtos no cemitério municipal de Pirassununga: polícia militar intercepta suspeito com objetos de bronze na madrugada
GCM localiza veículo furtado na Vila Guimarães em Pirassununga
Feira do Agricultor de Pirassununga inicia nova fase após cobranças da imprensa local
Concurso Gastronômico “Sabores de Leme”