Fazenda onde deverá ocorrer a Festa Rave estaria sob medida de “sequestro” judicial, diz advogado durante entrevista

O advogado, Dr. Carlos Silveira, falou durante o programa A VOZ DO POVO, levado ao ar nesta terça-feira, 14, pelas Rádios Web (Piracema FM Pirassununga e Piracema Plus), retransmitidos simultaneamente pelo facebook.com/reporternaressi, Facebeook.com/mundialfmpirassununga, instagranmundialfmpirassununga, instagranreporternaressi e pelo canal do Youtub, da Web Rádio Mundial FM Pirassununga, falou com exclusividade sobre um protocolo que faria na tarde desta terça-feira, junto ao MP, sobre a realização da propagada Festa Rave.
O programa Voz do Povo, apresentado pelo jornalista Ademir Naresi, trouxe na edição desta terça-feira, 14, novas informações sobre a polêmica envolvendo a realização de uma festa rave na zona rural de Pirassununga (SP), na região da Fazenda Aras Bons Ventos. O caso ganhou ainda mais atenção após a abertura de um Inquérito Civil aberto pelo Ministério Público no dia anterior.
Já no dia seguinte ao início das apurações, o programa recebeu o advogado, Dr. Carlos Silveira, que fez uma análise crítica sobre a capacidade da cidade de receber eventos de grande porte, apontando preocupações com segurança, saúde e meio ambiente.
Durante a entrevista realizada por volta das 11h30 da manhã, Silveira afirmou que ainda na tarde do mesmo dia ingressaria com uma ação popular com pedido de liminar para tentar impedir a realização das festas no local.

Um dos principais pontos levantados pelo advogado diz respeito à situação jurídica do imóvel onde o evento será realizado. Segundo ele, o bem estaria sob medida de “sequestro” judicial decorrente de ação criminal, o que impediria qualquer tipo de uso comercial, como aluguel ou arrendamento.
Silveira afirmou ainda que o proprietário da Fazenda teria sido condenado no processo, já tendo recorrido da decisão, mas que, mesmo assim, o imóvel continuaria com restrição judicial ativa.
Ele também relatou que obteve nesta semana uma certidão atualizada do cartório de registro de imóveis, onde constaria a manutenção dessa restrição, e que o processo estaria ligado a uma Vara Judicial da Comarca de Osasco.
Entre outros pontos, o advogado citou possíveis irregularidades ambientais, sanitárias e estruturais, incluindo a proximidade do evento com o Canil Municipal de Pirassununga e áreas com animais silvestres.
Outro ponto destacado foi um estudo apresentado pelos organizadores, feito por um veterinário da cidade que possui cães. Segundo o advogado, esse estudo prevê o uso desses cães e de sirenes para afugentar animais silvestres antes e durante o evento, em diferentes horários: três dias antes, na véspera e no dia da festa, sempre em períodos noturnos e nas horas que antecedem a realização.
Ao ser questionado pelo apresentador Ademir Naresi sobre como teve acesso às informações e o que motivou o ingresso da ação popular, o Dr. Silveira, afirmou que há meses vem recebendo documentos e relatos de diferentes pessoas da população. Segundo ele, esse material vem sendo reunido ao longo do tempo e serviu de base para a decisão de agir judicialmente, motivado pela preocupação de munícipes com possíveis riscos ambientais, de segurança e de saúde relacionados ao evento.

Silveira reforçou que sua atuação não tem caráter pessoal contra organizadores, mas sim de interesse público, cabendo ao Poder Judiciário e ao Ministério Público analisar o caso e decidir sobre as medidas cabíveis.
A participação foi destacada pelo apresentador Ademir Naresi, que classificou a fala do advogado como uma das mais técnicas já apresentadas no programa.
Ao final da edição, a produção informou que novas apurações continuam em andamento. O caso pode ter novos desdobramentos nos próximos dias, com possibilidade de novas ações sendo protocoladas.
Com o evento previsto para os dias 2 e 3 de maio, o caso entra em fase decisiva. A expectativa é de que o Judiciário possa analisar o pedido de liminar em até 24 a 72 horas, diante da urgência e da proximidade da data.


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