Cadê a ambulância? Falta de suporte em Cachoeira de Emas gera indignação

O primeiro domingo de março (1) registrou um movimento acima da média no Recanto Turístico de Cachoeira de Emas. O fluxo intenso de turistas foi impulsionado pela reabertura da pesca, o funcionamento do “Bicão” e a beleza do Rio Mogi Guaçu em cheia. No entanto, o brilho do passeio foi ofuscado, mais uma vez, pela ausência de infraestrutura básica de saúde no local.
Ocorrências e Solidariedade
Por volta das 12h, duas turistas necessitaram de atendimento médico emergencial. Na ausência de uma ambulância fixa no distrito — uma reivindicação antiga de moradores e comerciantes —, o socorro imediato foi prestado pelo comerciante Rodrigo Furlan e por um feirante local.
A Guarda Civil Municipal (GCM) e o SAMU foram acionados, chegando ao local cerca de 25 minutos após o chamado. As vítimas receberam os primeiros socorros, mas não precisaram ser encaminhadas à Santa Casa. Relatos de populares indicam que, embora o Administrador de Cachoeira de Emas estivesse no distrito, ele não compareceu ao local do atendimento.

Contradição no Apoio Municipal
A principal crítica dos comerciantes e frequentadores reside no que chamam de “prioridades seletivas” da administração municipal.
- Sábado de Evento: Durante a tradicional descida de boias, realizada no sábado, notou-se um grande aparato da GCM e do DEMUTRAN, além de informações extraoficiais sobre a presença de uma ambulância. O fato gerou questionamentos, já que a Prefeitura havia informado em seus canais oficiais que não daria apoio ao evento.
- Domingo de Rotina: Já no domingo, com o distrito repleto de famílias e turistas, o policiamento e o suporte médico não seguiram o mesmo padrão de prontidão.
Indignação Local
Comerciantes e feirantes denunciam que o reforço na segurança e saúde só parece ocorrer em datas específicas ou para acompanhar autoridades, como o prefeito e secretários, que foram vistos no calçadão durante o sábado (decidas das boias) semana. Eles exigem que a presença de uma ambulância e da GCM seja fixa, ao menos aos sábados, domingos e feriados, garantindo a segurança de quem fomenta a economia do turismo em Pirassununga.


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