Ações da GCM acaba em prisões no Cerrado de Emas por tráfico de drogas

Em duas ações contra o tráfico de drogas no Jardim Santa Clara / Cerrado de Emas, equipes da Guarda Civil Municipal (GCM) de Pirassununga efetuaram prisões em flagrante. A primeira ocorrência foi na noite de terça-feira (3), resultando na prisão de dois jovens, que permaneceram à disposição da Justiça. Já na tarde de quarta-feira (4), outros dois adolescentes foram detidos em flagrante por tráfico, mas foram ouvidos na Central de Polícia Judiciária (CPJ) e liberados.
GCMs prende dois jovens por tráfico de drogas no Cerrado de Emas
Luiz Fellipe, de 18 anos, e Miguel Fernandes, de 18 anos, foram presos em flagrante delito por volta das 19h40 de terça-feira, dia 3, pela prática, em tese, do crime de tráfico de drogas (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06), no Jardim Santa Clara / Cerrado de Emas.
De acordo com o registro junto ao plantão policial da CPJ de Pirassununga, Guardas Civis Municipais (GCMs), durante patrulhamento preventivo pelo bairro Santa Clara/Cerrado de Emas, ao patrulharem Rua Vitor Naressi, visualizaram um indivíduo em atitude suspeita, abaixado próximo a uma área de mata e aparentemente manuseando algo. Ao perceberem a aproximação da viatura, o suspeito tentou evadir-se do local. Durante o procedimento de abordagem, os agentes visualizaram um segundo indivíduo saindo do matagal, aparentemente tentando ocultar-se, sendo ambos contidos e abordados.

No local onde Luiz se encontrava, em meio à vegetação, foram localizados 10 invólucros tipo ziplock contendo cocaína, além da quantia de R$ 90,00 em notas fracionadas. Já onde Miguel estava abaixado, foram encontrados 18 invólucros tipo ziplock contendo cocaína. Em sua posse pessoal, apreendeu-se a quantia de R$ 30,00 no bolso e outros R$ 10,00 junto ao aparelho celular.
Durante a diligência, a genitora de Miguel compareceu ao local, passando a tumultuar a ocorrência, proferindo ofensas contra a equipe policial e acusando os agentes de forjarem a situação de flagrante. A mulher acompanhou o procedimento e presenciou o momento exato da localização dos entorpecentes.
Diante dos fatos, foi dada voz de prisão em flagrante a Luiz e Miguel. Os entorpecentes, os celulares dos indiciados e os valores apreendidos encontram-se acautelados em autos específicos. A situação flagrancial encontra-se perfeitamente delineada nos termos do artigo 302, inciso I, do Código de Processo Penal, haja vista que os indiciados foram surpreendidos na posse de drogas destinadas à comercialização no varejo (descritas detalhadamente no Boletim de Ocorrência quanto à quantidade e ao peso).
O delegado de polícia, Dr. Maurício Miranda de Queiroz, ratificou a voz de prisão dada pelos GCMs, sendo ambos os presos levados para a Cadeia da Delegacia Seccional de Limeira. O delegado ainda representou junto ao Poder Judiciário, solicitando a prisão preventiva de ambos os indivíduos.
Adolescentes detidos por tráfico de drogas
Na tarde de quarta-feira (4), durante patrulhamento preventivo voltado à fiscalização do descarte irregular de resíduos e entulhos no bairro — local já citado em ocorrência anterior de prisão de dois jovens —, a equipe da Guarda Civil Municipal (GCM), composta pelos agentes Carlos e Bercke, visualizou à distância o adolescente Kauê, conhecido nos meios policiais por denúncias de tráfico de drogas, na companhia de Felipe.
Ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos se separaram. Diante da atitude suspeita, a equipe fez o retorno e, ao se aproximar dos indivíduos já distanciados, observou que Felipe tentava ocultar um objeto no bolso. Diante das circunstâncias, foi realizada a abordagem simultânea de ambos.
Na busca pessoal realizada em Felipe, 15, foram encontradas 15 pedras de substância análoga ao crack e 15 microtubos plásticos contendo pó branco semelhante à cocaína. Questionado sobre a origem dos entorpecentes, Felipe afirmou que as drogas haviam sido entregues por Kauê, 16, para que fossem levadas a uma praça próxima e comercializadas. Com Kauê, os agentes localizaram apenas uma porção de maconha, que ele alegou ser para consumo próprio. Indagado sobre o material apreendido com Felipe, Kauê preferiu permanecer em silêncio.

Na sequência, a equipe deslocou-se até a residência de Kauê, nas proximidades. No local, onde constatou som em volume elevado, o adolescente chamou a mãe pela janela da sala, acompanhado pelos agentes. Após ser informada dos fatos, a genitora declarou não compactuar com o envolvimento do filho com o tráfico, negou ter visto entorpecentes no imóvel e autorizou, por escrito, buscas no quarto do adolescente, onde nenhum material ilícito foi encontrado.
Posteriormente, os guardas dirigiram-se à residência da tia de Felipe para comunicar que um responsável precisava comparecer à Delegacia de Polícia, uma vez que o adolescente alegou possuir déficit de atenção e não soube indicar outro endereço de contato.
Por fim, os adolescentes foram conduzidos ao Pronto-Socorro para a realização de exame de corpo de delito e, em seguida, apresentados na Delegacia de Polícia para as providências cabíveis e liberados.


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